Em março, o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) realizou o pente-fino dos cadastros do Bolsa Família. Como resultado, milhares de pessoas foram excluídas do programa, o que levou os beneficiários ao desespero.
Entre as famílias que não fazem mais parte do programa, 104 mil solicitaram o empréstimo consignado ao Auxílio Brasil no ano passado. A oferta do consignado surgiu como uma grande novidade entre os beneficiários. No entanto, agora poderá se tornar uma verdadeira dor de cabeça para quem não faz mais parte do Bolsa Família.
O que acontece com quem solicitou o empréstimo consignado e foi excluído do Bolsa Família?
O empréstimo consignado ao Auxílio Brasil forneceu crédito aos beneficiários do programa e o pagamento das parcelas era descontado diretamente na folha de pagamento do benefício. Com a mudança para o Bolsa Família, os descontos continuarão acontecendo.
Assim, a exclusão dos beneficiários passou a impedir que os descontos continuassem nos próximos meses. No entanto, a exclusão do programa não anula o contrato de empréstimo junto ao banco. Dessa forma, mesmo sem receber o Bolsa Família, os beneficiários continuam com a dívida e precisam realizar os pagamentos mensais.
“As condições para pagamento pactuadas na operação de crédito serão mantidas até a quitação do empréstimo, com a realização do pagamento até a data de vencimento da prestação, conforme previsto em contrato”, informou a Caixa Econômica Federal.
Caso não haja o pagamento, o cliente poderá ter o seu nome inscrito nos órgãos de proteção de crédito, como SPC e Serasa. Assim, na data de vencimento é necessário depositar o valor correspondente na conta em que estavam sendo realizados os descontos das parcelas para evitar ficar com o nome sujo.



