A Meta, empresa responsável pela rede social Facebook, recebeu uma multa histórica na manhã desta segunda-feira (22). A União Europeia decidiu cobrar um valor recorde de 1,2 bilhão de euros, algo equivalente a US$ 1,3 bilhão de dólares. A punição ocorre porque a empresa teria transferido dados pessoais dos usuários europeus para servidores dos Estados Unidos.
Segundo a União Europeia, a condenação acontece depois de a empresa continuar a fazer a transferência dos dados pessoais dos cidadãos. A decisão foi tomada pela Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (DPC). A Meta, por sua vez, afirma que vai recorrer da condenação recorde na Europa.
O DPC atua dentro do sistema da União Europeia. Trata-se do setor que monitora a aplicação da regulamentação das redes sociais. No Velho Continente, há uma regra em vigor que se chama Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE, e tem como objetivo proteger os dados dos cidadãos europeus das atividades das empresas privadas.
O valor aplicado nesta condenação é o maior da história. Além de ter que pagar o dinheiro, a Meta está sendo obrigada a interromper o processamento de dados pessoais de cidadãos europeus em sistemas de base dos Estados Unidos. A empresa terá que realizar o ajuste em seu procedimento em um intervalo de, no máximo, seis meses.
Para a presidente do Conselho Europeu de proteção de dados, Andrea Jelinek, o esquema montado pela Meta seria “muito grave, pois diz respeito a transferências sistemáticas, repetitivas e contínuas. O Facebook tem milhões de usuários na Europa, então o volume de dados pessoais transferidos é enorme. A multa sem precedentes é um aviso para as organizações de que infrações graves têm consequências de longo alcance”, disse ela.
Meta se defendeu
Em nota enviada para veículos internacionais de comunicação, a Meta afirma que existe uma diferenciação de leis de proteção de dados entre a União Europeia e os Estados Unidos. A empresa responsável pelo Facebook também disse que várias companhias utilizam o mesmo método.



