O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um benefício que tem trazido notícias positivas para milhões de trabalhadores. Recentemente, aproximadamente 217,7 milhões de pessoas receberam um bônus de crédito proveniente dos lucros da poupança referentes a 2022. Esse lucro já está disponível nas contas dos beneficiários.
Distribuição do Lucro do FGTS
Desde 2017, o lucro do FGTS é distribuído aos trabalhadores que possuem conta no fundo. A ideia por trás disso é que eles recebam uma participação nos lucros obtidos por meio dos investimentos feitos com o saldo dessas contas. Esses investimentos são realizados pela Caixa Econômica Federal, o banco responsável pelo FGTS.
As aplicações do FGTS são feitas em serviços públicos, representando uma espécie de empréstimo ao governo federal para beneficiar diversos setores. Devido a essa prática, desde 2017, o banco é obrigado a repassar parte desses ganhos aos trabalhadores que possuem conta ativa no Fundo de Garantia. Inicialmente, o repasse era de 50% do lucro total, mas essa porcentagem foi aumentando ao longo dos anos.
Quanto é Depositado no Lucro do FGTS?
O valor do lucro do FGTS já foi depositado nas contas dos trabalhadores. No entanto, é importante ressaltar que não é possível retirar apenas a parcela do lucro do Fundo de Garantia. O valor recebido é somado ao saldo já existente na conta e pode ser utilizado em situações específicas, como demissão sem justa causa.
Para receber o lucro do FGTS, é necessário ter uma conta com saldo positivo até 31 de dezembro de 2022. Quanto maior for o saldo disponível nessa data, maior será o valor depositado na conta. Essa movimentação é benéfica para o trabalhador, pois aumenta o saldo que poderá ser sacado em casos de demissão sem justa causa, uso do financiamento imobiliário, saque-aniversário, entre outros.
Como Calcular o Saque Extra do FGTS?
O cálculo do índice de distribuição do FGTS é baseado em 99% do saldo do exercício anterior. Em 2022, esse saldo foi de R$ 13,2 bilhões, mas nunca considera 100% do valor. Essa quantia é então dividida entre as contas do FGTS registradas na Caixa Econômica Federal.


