O secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento, Paulo Bijos, tentou tranquilizar agentes do mercado financeiro em entrevista concedida nesta semana. Segundo ele, o Governo Federal conta com espaço no orçamento para elevar mais uma vez o valor do salário mínimo ainda no decorrer deste ano de 2023.
Em entrevista no último mês de fevereiro, Lula confirmou que o Governo vai elevar o valor do salário a partir do próximo dia 1º de maio. A ideia é que o patamar passe dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320, assim como estava indicado no plano de orçamento aprovado pelo Congresso Nacional ainda no final do ano passado.
No mais recente Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 1º Bimestre, o Ministério da Fazenda não incluiu o valor de R$ 1.320, mas de R$ 1.302. Segundo Bijos, caso o salário fosse de R$ 1.320 já neste primeiro bimestre, o impacto nas contas públicas teria sido de mais de R$ 4,5 bilhões.
Este valor comportaria não apenas o salário mínimo em si, mas também os saldos de outros pagamentos, como aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de abono salarial, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
De todo modo, Bijos afirma que mesmo que o Governo quisesse inserir o valor de R$ 1.320, não haveria risco para o orçamento. De acordo com ele, a União ainda conta com um espaço de R$ 13 bilhões disponíveis que devem permitir o novo aumento do salário mínimo para a casa dos R$ 1.320 a partir de maio, como prometido por Lula.



