Gabriel García Márquez (1927 a 2014) foi um escritor colombiano, associado ao gênero de ficção narrativa do Realismo Mágico e creditado por revigorar a escrita latino-americana.
Ele ganhou nada menos que o prêmio Nobel de literatura em 1982, por uma obra que incluía romances como “Cem Anos de Solidão” e “Amor em tempos de cólera”.
O realismo mágico é um tipo de ficção narrativa que combina uma imagem realista da vida comum com elementos fantásticos. García Márquez escreveu sobre isso com um irônico senso de humor e um estilo de prosa honesto e inconfundível.
“Cem Anos de Solidão” (1967)
García Márquez teve a ideia de sua obra mais famosa enquanto dirigia da Cidade do México a Acapulco. Para escrevê-lo, ficou escondido por 18 meses, enquanto sua família ficou em dívida, mas no final, ele tinha 1.300 páginas do manuscrito.
A primeira edição em espanhol esgotou em uma semana e, ao longo dos 30 anos seguintes, vendeu mais de 25 milhões de cópias e foi traduzida para mais de 30 idiomas.
Os acontecimentos da história incluem uma praga de insônia, fantasmas que envelhecem, um padre que levita quando bebe chocolate quente. Além disso retrata uma mulher que sobe ao céu enquanto lava a roupa e chuva que dura quatro anos, 11 semanas e dois dias.
Ativismo político
García Márquez foi exilado da Colômbia durante a maior parte de sua vida adulta, em grande parte auto-imposto, como resultado de sua raiva e frustração com a violência que estava tomando conta de seu país.
Foi um socialista de longa data e amigo de Fidel Castro, escreveu para o La Prensa de Havana e sempre manteve laços pessoais com o partido comunista na Colômbia, embora nunca tenha aderido como membro.
Um jornal venezuelano o enviou por trás da Cortina de Ferro para os Estados dos Bálcãs, e ele descobriu que longe de uma vida comunista ideal, o povo do Leste Europeu vivia em terror.



