A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), fez um anúncio recentemente, informando que o Governo Federal deverá enviar uma proposta ao Congresso Nacional para aumentar o salário mínimo para R$1.421 no ano de 2024. Todavia, essa seria uma alta expressiva para o piso salarial praticado no país de R$101.
Analogamente, o salário mínimo atual está em R$1.320. O novo valor para o piso salarial está previsto no projeto da Lei Orçamentária Anual que será enviada nesta quinta-feira (31/08) pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, ao poder legislativo. Neste caso, está incluída a política de valorização do governo.
Desse modo, vale ressaltar que essa política de valorização do salário mínimo instituída pelo presidente Lula (PT), teve sua aprovação no Congresso Nacional. De acordo com a legislação, o cálculo do piso salarial deverá considerar a inflação anual, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.
Para o cálculo do salário mínimo, será usado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Aliás, ele é o acumulado de 12 meses anteriores finalizado em novembro do ano anterior ao reajuste do piso salarial. Deve-se observar que se não houver um crescimento do PIB nos dois anos anteriores, ele não entrará no cálculo.
Reajuste do salário mínimo
Ademais, é preciso ressaltar que o valor apresentado do salário mínimo de R$1.421 ainda é provisório. Se a inflação medida pelo INPC até o mês de novembro de 2023 for diferente do esperado, o Governo Federal deverá então rever os seus cálculos. Neste caso, a definição do piso salarial para o ano de 2024 será no fim de 2023.
Em relação à evolução do reajuste do salário mínimo ao longo dos anos, convém mencionar que no ano de 2005 ele estava em R$300, passou para R$724 em 2014 e atualmente está em R$1.320. Convém lembrar que essa política de valorização do piso salarial do governo e seu cálculo, teve sua aplicação entre os anos de 2011 e 2019.
No entanto, durante o período, aconteceu de o salário mínimo não apresentar um ganho real, ou seja, estar acima da inflação do ano anterior. Nos anos de 2017 e 2018, considerou-se apenas o INPC, já que o PIB neste período recuou nos anos de 2015 e 2016, ou seja, houve na época uma retração da economia do país.




