Em evento recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que o Bolsa Família voltaria a fazer uma investigação mais completa sobre a frequência escolar dos filhos dos beneficiários. De fato, em 2023, este tipo de acompanhamento está sendo feito. Entretanto, nem todos os alunos estão sendo analisados.
Ao menos é o que aponta um novo relatório divulgado no final da última semana pelo Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome. De acordo com o documento, nos meses de junho e julho deste ano, 18.820,781 estudantes foram acompanhados em relação ao processo de frequência escolar. O número representa 76,17% do universo de atendidos pelo Bolsa Família.
Por esta mesma lógica, é possível afirmar que cerca de 23% dos estudantes que recebem o benefício social do governo federal não estão sendo avaliados.
Por meio de nota, o ministério reconheceu o tamanho do problema, mas argumentou que a dificuldade em acompanhar os alunos teria relação com as políticas adotadas durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segundo eles, teria desmantelado o programa de assistência social.
Aumento
De todo modo, o ministério comemorou alguns números novos deste processo de avaliação. De acordo com a pasta, há um aumento no número de estudantes avaliados. Considerando a comparação entre os meses de junho e julho com o período imediatamente anterior, é possível notar uma elevação no número de estudantes avaliados de 72,53% para 76,17%.
“Isso é o reflexo do empenho das redes interfederativas na gestão do acompanhamento educacional das crianças e adolescentes do programa Bolsa Família“, diz o Ministério.
Quais são as regras de frequência escolar no Bolsa Família?
Independente do número de pessoas que estão sendo avaliadas pelo governo federal, a dica para os usuários do programa é manter os filhos dentro das regras básicas de frequência escolar. Veja abaixo quais são as normas exigidas neste sentido:
- Frequência escolar mínima de 60% para as crianças de quatro a cinco anos; e
- Frequência escolar mínima de 75% para os beneficiários de seis a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica.
O ministério afirma que a grande maioria dos estudantes que estão sendo analisados já estão dentro das regras de permanência educacional. Nos meses de junho e julho, estima-se que 94,4% das pessoas cumpriram as condicionalidades relativas à frequência escolar exigida.




