O Ministro da Educação, Camilo Santana, revelou em entrevista à GloboNews que solicitou ao INSS e à Receita Federal que rastreassem os dados dos devedores do FIES antes de formatar um novo programa de financiamento estudantil com uma abordagem mais social.
O objetivo é promover mudanças no programa, que oferece empréstimos para estudantes pagarem parte das mensalidades em universidades privadas, a fim de aumentar a participação e reverter a queda no número de beneficiários.
Os desafios do Fies
Ao longo dos anos, o Fies tem enfrentado críticas devido às suas regras e à falta de garantia de financiamento integral. Muitos estudantes, sem condições de arcar com o restante das despesas educacionais, acabam se endividando. O programa deixou de ser uma iniciativa social para se tornar uma medida financeira.
Atualmente, o número de pessoas financiadas pelo Fies diminuiu significativamente, passando de 700 mil por ano para apenas 50 mil.
O novo programa de financiamento estudantil
De acordo com o Ministro, o novo programa de financiamento estudantil, que está sendo repaginado, terá um viés mais social. Ele ressaltou que o Fies voltará a financiar o teto e que haverá um novo programa de renegociação das dívidas dos estudantes que se encontram em situação de inadimplência.
Embora não tenha dado detalhes sobre as mudanças que serão implementadas, Camilo Santana afirmou que as informações sobre o tipo de dívida e o perfil dos devedores estão sendo cruzadas com dados do INSS e da Receita Federal para identificar se os estudantes estão trabalhando ou se encontram no mercado formal de trabalho.



