Mais beneficiários e aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) receberam recursos pelo Poder Judiciário.
Estes valores se referem a pagamentos atrasados, ou seja, que o Instituto deveria ter pago, mas que ultrapassou o prazo correto para tanto. Assim, alguns cidadãos ingressam com ação judicial contra o órgão e conseguem receber seus valores em atraso.
Neste último lote, então, no dia 20 de dezembro, foi R$ 1,6 bilhão em pagamentos atrasados, com liberação do Conselho da Justiça Federal (CJF).
Esse total diz respeito a recebimento de aposentados, pensionistas e beneficiários que tinham valores a receber de até R$ 72.720, com emissão no Tribunal de Justiça até novembro. Isto é, o equivalente a 60 salários mínimos em 2022.
Desse modo, é possível constatar um total de 82.480 processos judiciais, sendo 107.012 beneficiários.
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Além disso, o INSS também teve de realizar pagamentos na Justiça sem ligação direta com seus benefícios. Somando estes casos ao montante total, portanto, tem-se R$ 1,9 bilhão de pagamentos a 181.518 cidadãos.
Como é o pagamento de atrasados do INSS?
Primeiramente, é importante lembrar que, a cada mês o INSS solta novos lotes de pagamentos atrasados.
Nesse sentido, para que o cidadãos conste em um deles, deve haver finalização do processo judicial, sem mais possibilidade de recorrer contra as decisões. Isto é, apenas quando a ação transitou em julgado.
Ademais, é necessário que o Poder Judiciário tenha feito emissão de ordem de pagamento.
Assim, salienta-se que aqueles processos com atrasados do INSS de até 60 salários mínimos terão seus pagamentos através de RPVs (Requisições de Pequeno Valor).
Desse modo, a data em que o dinheiro terá liberação para entrar em conta da Caixa Econômica ou do Banco do Brasil vai depender de cada Tribunal. Por isso, é interessante acompanhar o andamento judicial com certa frequência.
“Cabe aos TRFs, segundo cronogramas próprios, efetuar o depósito dos recursos financeiros liberados. Com relação ao dia em que as contas serão efetivamente liberadas para saque, esta informação deverá ser obtida em consulta de RPVs disponível no portal do respectivo Tribunal Regional Federal”, declarou o CJF.
Logo, o cidadão poderá acompanhar estas atualizações de forma online.
Atrasos do INSS também estão em pedidos
Para além dos pagamentos em atraso, o INSS também apresenta demora ao analisar pedidos de benefício.
Assim, vê-se que o tempo médio de espera pode chegar até 486 dias para auxílio-reclusão, por exemplo.



