Em entrevista nessa quarta-feira (24), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) voltou a falar sobre a possibilidade de uma nova elevação na faixa de isenção do Imposto de Renda. Ele disse que esse é um dos cenários que estão na mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Pretendemos entregar para o presidente da República cenários, obviamente que ele vai decidir politicamente qual vai encaminhar, mas alguns cenários de como nós vemos a oportunidade de fazer reforma sobre a renda para melhorar a distribuição de renda, e, se possível, promover ou um aumento das faixas de isenção ou diminuição da alíquota do imposto sobre consumo”, disse o ministro.
“São possibilidades que estarão na mesa do presidente agora no segundo semestre”, disse o ministro em entrevista na noite desta quarta-feira (24) à Globonews.
Na mesma entrevista, Haddad reconheceu que a reforma do Imposto de Renda é o assunto mais espinhoso que o governo vai enfrentar no terceiro mandato. Isso porque este assunto mexe diretamente com o imposto sobre a renda dos brasileiros.
Promessa de Lula sobre o imposto de renda
Vale lembrar que a elevação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil foi uma das principais promessas de campanha do presidente Lula nas eleições presidenciais de 2022.
Até aqui, o presidente não conseguiu cumprir essa promessa. Atualmente, a faixa de isenção do Imposto de Renda está na casa dos R$ 2,8 mil na prática, o que equivale basicamente a dois salários mínimos
É fato que desde que voltou a poder, Lula já conseguiu elevar a faixa na isenção do imposto de renda em duas oportunidades. Nos últimos 10 anos, a faixa de isenção não tinha sido elevada nenhuma vez.
Preocupação da equipe econômica
A leitura da equipe econômica do governo federal é de que o assunto não deverá ser uma prioridade pelo menos até que exista um bom espaço fiscal e um ambiente econômico saudável para garantir a sustentabilidade da medida.
Explica-se: aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda não é um gasto. Contudo, ao realizar essa indicação, o governo federal deixa de arrecadar. Tudo isso, pode se tornar um problema para o arcabouço fiscal.



