O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou na tarde desta segunda-feira (4) uma redução no teto de juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com a nova decisão, a taxa máxima caiu de 1,84% para 1,80% ao mês.
Também haverá uma queda na taxa máxima de juros para o cartão de crédito consignado e o cartão de benefício. Neste caso, a redução foi de 2,73% para 2,67% ao mês. As novas taxas começarão a valer assim que a medida for publicada em uma normativa do Ministério da Previdência.
Assim, a partir de então, os bancos e instituições financeiras que oferecem este crédito terão que respeitar os limites estabelecidos. Em tese, eles podem indicar qualquer taxa de juros, desde que elas não ultrapassem o teto que ficou definido nesta nova reunião do CNPS.
Decisão ocorreu após impasse
O fato é que a decisão que foi tomada nesta segunda-feira (4), coloca um ponto final em uma longa discussão que já estava ocorrendo há vários dias. De um lado, o Ministério da Previdência estava pedindo por uma redução maior, enquanto os representantes dos bancos não queriam redução nenhuma.
No final das contas, ficou definido uma espécie de meio termo entre o que os dois lados queriam. Na reunião da última semana, ficou definido que autoridades do Banco Central (BC) seriam ouvidas para entender qual seria a melhor maneira de reduzir a taxa máxima de juros do consignado.
O que queria o Ministério da Previdência
A proposta do Ministério da Previdência era reduzir o teto dos atuais 1,84% para 1,77% ao mês. A pasta alegava que era preciso reduzir a taxa de juros porque a Selic está sendo reduzida.
“Nossa pretensão é fixar essa taxa de referência para que cada vez que o Banco Central reduzir a taxa, a gente acompanhe a mesma proporcionalidade”, destacou o ministro da previdência em entrevista na última semana.
“A nossa ideia é fazer cada vez mais uma taxa justa, que sirva para o banco ganhar o seu dinheiro, mas que sirva para garantir uma sobrevida razoavelmente digna a quem contrai esse empréstimo”, acrescentou ele.

O que queriam os bancos



