Na última segunda-feira, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, falou sobre a fila de espera do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com ele, o objetivo é que os cidadãos esperem por no máximo 45 dias depois de fazerem pedido por benefício.
A fila de espera, ou seja, a quantidade de pessoas que aguardam uma resposta do INSS e o tempo que demora para esta resposta é uma pauta urgente. Isto é, visto que traz vários prejuízos aos segurados que estão justamente precisando do apoio com certa urgência.
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Nesse sentido, diferentes membros do governo vêm se manifestando sobre o assunto, indicando que a situação vai mudar. Segundo o ministro Carlos Lupi, o tempo de espera em 2023 vem caindo e deve terminar o ano na marca de 45 dias.
Tempo de espera do INSS diminuiu?
De acordo com o ministro da Previdência social, o tempo médio que cada cidadão fica na fila de espera do INSS fechará em 45 dias até o fim deste ano.
A diminuição deste período vem ocorrendo durante todo o ano de 2023. O último número que se tem é de que o tempo chegou a 49 dias em média no mês de novembro, segundo o ministro.
Contudo, esta informação não consta no Portal da Transparência. Em dados formais, o último tempo médio segundo o Boletim Estatístico da Previdência Social de setembro, é de 57 dias. Isto é, o que ainda é um tempo recorde desde 2020. Neste mês, ainda, eram 1,6 milhão de pedidos em análise.
O ministro indica que com mais servidores públicos e com o Programa de Enfrentamento da Fila será possível chegar ao tempo médio de 45 dias de espera ainda em 2023.
“Em São Paulo, a média de espera é de 32 dias. No Rio de Janeiro, está perto de 40.Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, abaixo dos 40. No Norte e no Nordeste, ainda é maior — alguns estão entre 50 e 48 dias. Vamos chegar em 31 de dezembro, quando termina o ano, na média de 45 dias. Está muito próximo”, declarou.
INSS criou Programa de Enfrentamento à Fila
Com o objetivo de diminuir a fila de espera do INSS, o Ministério da Previdência Social implementou novas medidas.
Nesse sentido, uma das ações que o governo vem trabalhando é o aumento de perícias médicas por mês. Isto é, que faz parte do Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, o qual busca acelerar a análise dos pedidos.
Para incentivar a maior celeridade das perícias iniciou-se o pagamento de bônus de produtividade para os servidores da área. Além disso, para analisar as solicitações de benefícios e na execução das perícias, estes servidores contam com jornadas regulares de trabalho.
“O número de benefícios previdenciários equivalentes a um salário mínimo (R$ 1.320) passou de 39 milhões. O número de pessoas beneficiadas com aposentadorias, pensões e demais auxílios chegou a 39.036.865 em novembro, ante 38.901.879 de outubro”, declarou o Ministério.
Outra medida que auxilia aceleração das análises é o uso de atestados médicos em situações específicas. Assim, não há necessidade da perícia, sendo suficiente o documento de profissionais da medicina e da odontologia, por exemplo.
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