Um dos pontos de debate no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é a necessidade de reduzir a fila de espera por benefícios. Isto é, o tempo que segurados e trabalhadores aguardam por uma análise de seus pedidos.
Nesse sentido, o instituto entende que o crescimento do número de solicitações em análise tem relação com o fato de que, nos últimos anos, a população brasileira vem recorrendo mais ao órgão.
Durante o segundo semestre do ano passado, a quantidade de solicitações alcançou uma marca expressiva, chegando a mais de 1 milhão de pedidos mensais.
Então, entre os meses de junho e outubro, os pedidos registraram um aumento de cerca de 35%, saindo de 798 mil para 1,08 milhão.
De acordo com o presidente do órgão, o aumento da fila de espera do INSS também pode ter relação com o represamento de dados. Segundo Stefanutto, foi possível identificar quem durante a última gestão, ocorreu um conjunto de incongruências no setor de seguridade social.
Oficialmente, o número de solicitações que se encontravam em análise no fim da gestão de Bolsonaro alcançou a marca de 1.231.322. Contudo, os dados encaminhados ao Ministério da Casa Civil no período de transição chegam a cerca de 2 milhões de solicitações, como informa Alessandro Stefanutto.
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“Assumimos esse número como real, porque as pessoas que estavam lá eram sérias, boas e bem intencionadas. (…) Foi um problema sistêmico que acabou jogando esses processos numa caixa, como se guardados num armário”, destacou o mesmo.
Fila do INSS teve aumento?
Desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fila de espera do INSS aumentou cerca de meio milhão.
Durante o primeiro ano de governo, Lula pontuou algumas vezes sobre o trabalho de sua equipe para conseguir reduzir a fila de espera na concessão de novos benefícios do INSS. No entanto, o problema da fila de espera é bastante complexo.
No decorrer do último ano, Lula editou a MP de número 1.181, que possui o objetivo de propor ações de enfrentamento da questão.
Então, em entrevista, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, destacou que o foco da gestão deve ser outro. O combate ao problema deve se direcionar ao tempo de espera para o atendimento do órgão. Assim, a intenção do INSS é de conseguir reduzir esse período para, no máximo, 30 dias até a liberação dos valores.
Nesse ponto, o governo conseguiu um avanço significativo. Durante o fim de 2023, o tempo médio para análise chegou a 47 dias, muito abaixo dos 79 dias de janeiro do mesmo ano.
“O número relevante para o brasileiro que quer saber do seu benefício é em quanto tempo ele vai ser atendido. Não interessa quanta gente tem na fila”, pontuou Stefanutto.
Segundo o presidente da autarquia, o compromisso de Lula possui relação com a melhoria direta da agilidade de atendimento e análise de toda a documentação para a liberação de novos benefícios.
De acordo com o mesmo, as declarações do ministro Carlos Lupi sobre a incerteza sobre o fim da fila de espera no INSS indicam uma mudança de objetivo da pasta.
“Não é que ele tenha desistido, mas percebeu que o que é importante para as pessoas é o tempo de espera”, destacou o presidente do INSS.



