A espera acabou. Depois de meses de muitos debates envolvendo o governo federal e o Congresso Nacional, o novo salário mínimo começou a valer oficialmente nessa quarta-feira (1º). Por lei, o piso nacional precisa ser elevado ao menos uma vez por ano.
No dia 1º de Janeiro, começou a valer o valor do novo salário mínimo, que agora é de R$ 1.518, um aumento de R$ 106 em comparação com os R$ 1.412 do ano passado. Em termos percentuais, estamos falando de um reajuste de 7,5%.
Esse patamar de aumento representa um reajuste real, assim como foi prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. Isso significa que os trabalhadores brasileiros terão aumento do poder de compra no decorrer dos próximos meses.
O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no país. O novo piso começa a valer em janeiro, mas a maioria dos brasileiros que recebe esse patamar deve sentir o impacto apenas a partir de fevereiro.
Ao contrário do que muita gente imagina, o aumento do salário mínimo não impacta apenas os trabalhadores ativos. Quem recebe benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, também terá o aumento para o mesmo patamar de R$ 1.518.
Entenda as mudanças no salário mínimo
- Como funcionava
Antes, o valor do salário mínimo era definido com base em duas frentes: a inflação do ano anterior e o Produto Interno Bruto (PIB) de 2 anos antes. A junção desses dois percentuais formam o tamanho do aumento do piso do ano seguinte.
- Como funciona agora
Com a aprovação do pacote de corte de gastos, o Congresso Nacional estabelece que o salário mínimo seguirá levando em conta a inflação do ano anterior e o PIB de dois anos antes.
Entretanto, já a partir de janeiro o PIB passou a ter uma limitação de 2,5% no máximo, e de 0,6% no mínimo. Por esse sistema, o governo federal garante sempre um aumento real para o piso, mas esse aumento não poderá ser maior do que 2,5% ao ano.



