O salário mínimo poderá ser reajustado mais uma vez este ano dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.391, um aumento de quase R$ 100. Ao menos este é o desejo de líderes de Centrais Sindicais. De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, sindicalistas estão prontos para fazer pressão no Governo Federal.
Em entrevista concedida à CNN Brasil há pouco menos de um mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que deverá elevar o salário mínimo mais uma vez este ano. Segundo ele, o valor vai subir dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320 a partir de 1º de maio. Na ocasião, aliás, ele disse que combinou este assunto com as Centrais.
“Já combinamos com movimentos sindicais, com Ministério do Trabalho, com o ministro Haddad, que vamos, em maio, reajustar para R$ 1.320 o valor do salário mínimo, e estabelecer nova regra para o piso, levando em conta, além da reposição da inflação, o crescimento do PIB, porque é a forma mais justa de distribuir o crescimento da economia”, disse ele.
Contudo, as informações do Estadão apontam que as Centrais não estão satisfeitas. Os sindicalistas afirmam que o aumento do salário para R$ 1.391 seria o mais justo porque este seria o valor pago em 2023, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tivesse abandonado a política de valorização anual de saldo.
Em resumo, os R$ 1.391 seriam o valor ideal para que os trabalhadores pudessem recuperar o poder de compra, diante de um cenário de inflação alta. A avaliação das Centrais é de que esta inflação corroeu o poder de compra dos trabalhadores. Agora, eles querem que os cidadãos sejam recompensados pelo tempo perdido.
Corte de gastos
Mesmo que as Centrais estejam dispostas a fazer pressão, o fato mesmo é que um novo aumento no valor do salário mínimo para R$ 1.391 é pouco provável. Membros do Ministério da Fazenda afirmam que não há espaço no orçamento para cobrir este movimento.



