O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT) anunciou nesta terça-feira (27) que pretende acabar com o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Ele deu esta declaração logo depois de se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para acabar com o saque-aniversário, Marinho afirma que pode trabalhar em um projeto de lei, ou em um Medida Provisória (MP) sobre o tema. No caso da MP, uma decisão passaria a ter validade assim que o presidente Lula assinasse o documento.
“Uma das funções do FGTS é trazer a proteção ao infortúnio do desemprego, o cidadão que aderiu ao saque aniversário, criado no governo anterior, não pode sacar o seu saldo, sendo que o FGTS foi pensado como uma poupança para protegê-lo do desemprego. Casado com isso, no Fundo de investimento, está habitação e infraestrutura”, disse o ministro.
“Mas para isso terá de acabar com o saque aniversário? Sim, vai acabar com o saque-aniversário”, continuou.
Consignado
Ele também destacou que o projeto, ou MP, vai indicar a possibilidade de retirada do dinheiro pelo trabalhador, mesmo nos casos em que ele tenha o dinheiro comprometido em um empréstimo.
“A partir da ferramenta e-Social e o FGTS digital implantado, cria-se uma rubrica para possibilitar que o trabalhador possa tomar esse empréstimo, caso assim deseje, sem a intermediação do empregador. [O empregado] não vai precisar consultar o empregador sobre o que fazer, e o empregador não precisará ter um novo serviço”, afirmou.
“A ferramenta administra toda a relação com os bancos, com o trabalhador e com o empregador. Ou seja, a empresa só vai receber uma rubrica pela plataforma de quanto tem que descontar para a instituição financeira daquele trabalhador da sua folha de pagamento. O FGTS não entra como garantia a garantia entra a folha de pagamento do trabalhador”.

O que é o saque-aniversário?
O saque-aniversário é um sistema que permite que o trabalhador saque o dinheiro do seu FGTS todos os anos sempre no mês do seu nascimento, e nos dois meses imediatamente seguintes. Nenhum cidadão é obrigado a entrar neste esquema. Trata-se, portanto, de um processo voluntário.


