O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou em uma entrevista recente, que durante a implementação da reforma do Ensino Médio, o Brasil cometeu alguns equívocos. Dessa maneira, espera-se uma reforma, e, após a sua finalização, haverá grandes consequências para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
De fato, o Enem só terá uma alteração depois que houver uma revisão da medida que determinou o novo Ensino Médio em todo o país. Analogamente, o Governo Federal havia estipulado o prazo e um cronograma inicial para o início de 2024, para que fosse feita uma elaboração do Enem com base no Novo Ensino Médio.
Ademais, o Ministério da Educação decidiu por suspender o prazo estipulado em abril e instituiu uma consulta pública sobre o tema em questão. Desde então tem se discutido e avaliado a reforma do Novo Ensino Médio. Segundo o ministro da Educação, o Enem continuará como está, até que se tome uma decisão.
Camilo Santana avalia a situação relativa às medidas e diz que um dos grandes erros relacionados à reforma do Ensino Médio no Brasil foi a remoção da carga horária da base comum curricular. Ele diz que “A gente reconhece a necessidade de fazer correções. Houve um equívoco sobre a forma de implementação dessa proposta”.
Novo Ensino Médio
A princípio, para o ministro da educação, durante a reforma do Ensino Médio, não houve diálogo, preparação e nem formação de professores. Ele diz que também não houve investimento em infraestrutura, o que pode ter causado uma grande desigualdade entre as escolas do país. Camilo Santana afirma que foi um erro.
Para o ministro, a base comum curricular é muito importante para os estudantes que estão no Ensino Médio. Por essas e outras razões ele afirma que uma alteração no Enem está suspensa até que o governo possa fazer uma nova avaliação. Camilo Santana diz que é preciso se distanciar de ideologias ao tratar da educação.
Isso se deve ao fato de que houve um questionamento se a alteração do Novo Ensino Médio proposta tem a ver com a instituição do mesmo durante o ano de 2017, no governo de Michel Temer, por uma medida provisória. O ministro disse que “na Educação nós não podemos fazer mudança por pressão ou por questões ideológicas”.




