O Congresso Nacional recebeu oficialmente nesta segunda-feira (1) a Medida Provisória (MP) que eleva o valor do salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 este ano. O documento já foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) ainda na noite do domingo (30).
No Brasil, uma MP tem força de validade assim que recebe a assinatura do Presidente da República. Assim, é possível dizer que o novo valor de R$ 1.320 já está valendo oficialmente a partir desta segunda-feira (1). De todo modo, o Congresso Nacional precisa aprovar o documento em até 120 dias para que ele se transforme em uma lei de fato.
Além da assinatura do presidente Lula, a MP que eleva o valor do salário mínimo conta com as assinaturas dos seguintes ministros:
- Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT);
- Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB);
- Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT);
- Ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT).
A ideia de elevar o valor do salário mínimo para a casa dos R$ 1.320 não é nova. Desde o final do ano passado, ainda no período da transição de governo, vários aliados de Lula chegaram a ventilar a possibilidade de elevação salarial de R$ 1.212 para R$ 1.320 a partir de janeiro.
Mais do que isto, o Congresso Nacional chegou a aprovar oficialmente o plano de orçamento enviado por Lula para este ano, com a indicação que o salário subiria para R$ 1.320. Contudo, ao chegar ao poder, Lula recuou da decisão e não pagou esta elevação alegando que ela poderia causar problemas no orçamento nacional.
Agora, quatro meses depois da posse do petista, o valor de R$ 1.320 começa a ser pago. O novo patamar impacta não apenas os trabalhadores ativos, mas também os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bem como aqueles que recebem benefícios como o seguro-desemprego e abonos como o Pis/Pasep.
Impacto da decisão
Ao decidir pagar o aumento do salário para R$ 1.320 a partir de maio, o Governo vai naturalmente gerar um impacto menor do que o esperado inicialmente nas contas públicas.


