O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, conhecido como FGTS, é um direito dos trabalhadores brasileiros. Criado em 1966, o FGTS tem como objetivo proteger o trabalhador em casos de demissão sem justa causa, além de financiar programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.
No entanto, recentemente, uma proposta de alteração no saque-aniversário do FGTS tem gerado polêmica e preocupação em relação ao programa de moradia popular.
O anúncio e o impacto no Minha Casa, Minha Vida
O anúncio das mudanças no saque-aniversário do FGTS, proposto pelo Ministério do Trabalho, ligou o sinal de alerta no Ministério das Cidades. Representantes da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) entraram em contato com o Ministério das Cidades para expressar preocupação com a proposta.
Segundo eles, a alteração teria um impacto significativo no programa Minha Casa, Minha Vida, que financia 1,5 milhão de unidades habitacionais com recursos do FGTS. O Ministério das Cidades, então, encomendou um estudo à Caixa Econômica Federal para avaliar o impacto da mudança no fundo e no programa habitacional.
No entanto, os cálculos solicitados ainda não foram entregues ao ministério. A ideia é que, com os números em mãos, seja possível alertar a Casa Civil sobre os potenciais prejuízos da medida antes de decidir pela continuidade ou não do projeto.
O julgamento no STF e a remuneração mínima do FGTS
Além da proposta de alteração no saque-aniversário do FGTS, o Ministério das Cidades também tem preocupações em relação a um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a remuneração mínima do fundo. O ministro relator da ação, Roberto Barroso, votou a favor de que a remuneração anual mínima dos depósitos do FGTS seja equivalente à caderneta de poupança. Ele também definiu que os efeitos da decisão passem a valer a partir do julgamento.



