A Serasa e a FlexPag, em parceria com o instituto de pesquisa Opinion Box, realizaram uma pesquisa chamada de “Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro 2023”. Sendo assim, o estudo demonstrou que 59% das dívidas em cartão de crédito no Brasil são provenientes de compras em supermercados. Além disso, produtos como roupas, calçados e eletrodomésticos representam 46% do total de dívidas, e gastos em farmácias, com remédios e tratamentos médicos, representam 37%.
Mais da metade dos entrevistados (55%) afirmaram que o cartão de crédito é uma dívida que já tiveram, mas não conseguiram pagar. Este valor está dois pontos percentuais acima do que foi observado nos anos de 2021 e 2022. Com isso, a pesquisa confirmou o cartão como o principal tipo de dívida dos inadimplentes.
Por outro lado, a situação já esteve pior nos anos anteriores à pandemia, sendo que em 2018 a participação do cartão de crédito era de 76%, e em 2019 de 71%. De acordo com o Serasa, isso demonstra que a “volta da rotina fora de casa levou a uma aceleração de gastos com cartão de crédito”.
O estudo foi realizado em outubro deste ano, e contou com a participação de 11.541 consumidores inadimplentes da base da Serasa. Os participantes são de todas as regiões do Brasil, sendo que 52% foram homens e 48% mulheres.
Transações com cartão de crédito no Brasil
Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), as transações utilizando cartões movimentaram cerca de R$ 939 bilhões no terceiro trimestre deste ano no Brasil, demonstrando uma alta de 9,2%. Desse total, o cartão de crédito se destacou, com uma movimentação de R$ 608 bilhões, um aumento de 10,9%. No geral, a modalidade contou com 4,5 bilhões de transações realizadas no período, o que representa uma alta de 11,3%.

Como dito, o cartão de crédito é o principal tipo de dívida entre os inadimplentes, porém o desemprego foi apontado como o principal motivo do endividamento dos consumidores. Neste último levantamento, 22% dos entrevistados afirmaram que o desemprego é o principal fator, porém esta porcentagem apresentou queda pelo quarto ano consecutivo, sendo que em 2022 foi de 29%.



