A Medida Provisória (MP) do novo Bolsa Família está circulando pelo Congresso Nacional. O Governo deixou esse documento por lá, mas decidiu não confirmar algumas informações básicas. Não dá para saber, por exemplo, quantas pessoas irão receber esse benefício nem qual vai ser o valor médio de pagamentos.
Neste final de semana, o relator da MP na Câmara dos Deputados, Marcelo Aro (PP-MG), disse que isso seria um problema. De acordo com ele, o Governo precisa mostrar essas informações o mais rápido possível. Ele argumentou ainda que uma das regras do programa deve ser o reajuste automático com base na inflação.
“A MP (do Auxílio Brasil) é uma carta de boas intenções, mas ela não fala em números, não delimita o que é pobreza e extrema pobreza, por exemplo. O texto precisa trazer valores definidos e uma correção natural, como pela inflação, para que o cidadão saiba de fato o que vai acontecer”, disse o Deputado.
Pelas regras atuais, o Governo Federal não tem obrigação de reajustar o valor do Bolsa Família. Isso quer dizer portanto que se eles não quiserem aumentar o montante, eles não precisam fazer isso. O Deputado Aro quer mudar isso e ir além: ele quer que o reajuste aconteça com base na inflação.
Na prática, isso significa dizer que as pessoas não perderiam o poder de compra. Assim, sempre que os produtos subirem mais de preço, o patamar do programa subiria também. A ideia é justamente fazer com que os usuários consigam acompanhar o ritmo de elevação dos valores dos produtos sem precisar fazer muito sacrifício.



