O Governo Federal ainda não definiu os últimos detalhes sobre o novo Bolsa Família. Por isso, vários deputados e senadores estão inserindo uma série de emendas ao texto original do programa que está em tramitação na Congresso Nacional. Uma dessas propostas fala sobre o reajuste anual do benefício em questão.
Hoje, de acordo com o Ministério da Cidadania, o Bolsa Família não precisa obrigatoriamente passar por um reajuste. Se o Governo em vigência quiser aplicar um aumento, ele pode fazer isso. No entanto, se ele não achar necessário pagar essa elevação de valores de um ano para o outro, ele não tem a obrigação de fazer.
Vale lembrar, por exemplo, que o atual Governo Federal apresentou a proposta de Orçamento para 2022 ao Congresso. E esse documento afirma que o Bolsa Família não vai ter aumento algum. Logicamente isso pode mudar nas próximas semanas. Mas se o Planalto quiser fazer isso, ele pode.
Por isso, a Senadora Zenaide Maia (PROS-RN) decidiu apresentar uma emenda para tentar mudar isso. A proposta é que o novo Bolsa Família passe a ter uma espécie de cláusula de obrigatoriedade de aumento todos os anos. Caso a ideia passe, todos os presidentes, independente de partidos, teriam que fazer esse reajuste.
E não poderia ser qualquer aumento. De acordo com a emenda, o Governo em vigência teria que se basear no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De acordo com a parlamentar, essa seria a única forma de fazer com que os beneficiários do projeto não perdessem o poder de compra de um ano para o outro.



