Quando assumiu o cargo de ministro do trabalho no início deste ano, Luiz Marinho (PT) foi enfático ao dizer que acabaria com o sistema de saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A declaração causou uma grande polêmica, sobretudo porque mais de 20 milhões de brasileiros optaram por este esquema de retirada e passaram a temer esta decisão.
Passados oito meses da posse de Marinho no Ministério do Trabalho, o cenário é notadamente diferente. Hoje, o chefe da pasta trabalhista reconhece publicamente que o ato de acabar com o saque-aniversário do FGTS não depende apenas dele, mas também de uma decisão do Congresso Nacional, que é muito mais alinhado com a direita atualmente.
Informações de bastidores dão conta de que Marinho já desistiu da ideia de acabar com o saque-aniversário do FGTS. Ele já sabe que não vai ter apoio do Congresso Nacional para conseguir esta vitória pessoal. Mas se engana quem pensa que o ministro do trabalho não vai seguir tentando aplicar mudanças neste processo.
O passo a passo da atual situação
O que é o FGTS
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), é uma espécie de poupança que pertence ao trabalhador, mas que só pode ser sacado em algumas situações específicas, como em uma demissão sem justa causa, ou mesmo quando o trabalhador é acometido com uma doença grave, por exemplo.
O que é o saque-aniversário
Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governo decidiu adicionar mais uma modalidade de retirada: o saque-aniversário. O cidadão que opta pelo esquema, passa a ter o direito de sacar o seu dinheiro todos os anos, sempre no mês do seu nascimento, ou nos dois meses imediatamente seguintes.
Qual é a crítica do Ministro?
O Ministro do Trabalho defende que o sistema de saque-aniversário seria prejudicial ao trabalhador. Ele lembra que o cidadão que opta pelo esquema, passa a não ter o direito de sacar a quantia quando passa por uma demissão sem justa causa, ou seja, em um momento em que ele mais precisa.

O que diz a nova minuta?
O jornal O Estado de São Paulo teve acesso a uma minuta que está sendo trabalhada pelo Ministério do Trabalho sobre o tema. Entre outros pontos, a ideia geral do governo é seguir permitindo a continuidade do saque-aniversário, mas aplicando alguma mudanças.



