O Congresso Nacional está analisando o novo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023. De acordo com o texto, o salário mínimo previsto para o próximo ano é de 1.294.
Congresso discute reajuste salarial
O projeto foi proposto pelo Executivo, que tenta adicionar as receitas das aplicações financeiras da reversão dos saldos financeiros anuais que não foram utilizados até o fim do ano verificado no balanço anual.
Além disso, o Governo Federal pretende incluir os rendimentos de aplicações em fundos de investimentos e a participação no capital de empresas inovadores. O texto serve de esboço para a elaboração da Lei Orçamentária Anual.
A Lei estabelece os gastos do governo no decorrer do ano em discussão. Vale lembrar que o projeto da lei de orçamento de 2023 foi enviada ao Congresso ainda em abril, no texto a proposta do salário mínimo para o próximo ano é de R$ 1.294.
O reajuste seria de R$ 82 a mais que o valor atual do piso, sendo de R$ 1.212. A correção significaria a aplicação de 6,7%, percentual inferior ao calculado nos últimos 12 meses, que marca uma inflação de 11,3%.
Teto de gastos nacional
Conforme as informações, o limite de gastos da União para o ano que vem é de R$ 1,79 trilhão, o que representa um aumento de R$ 108 bilhões com relação a este ano.
Para chegar a este resultado, foram considerados a previsão de 6,55% para o IPCA acumulado entre janeiro a dezembro de 2022, sendo de 10,18%, e o ajuste referente a esse percentual em relação ao índice apurado após o encerramento de 2021 (10,06%).
Salário mínimo de 2023 não terá ganho real?
A correção do salário mínimo ocorre de acordo com o percentual do INPC, o que não traz um aumento real aos brasileiros. Na verdade, o aumento do salário é apenas uma reposição pela inflação.
Portanto, os trabalhadores apenas não perderão o poder de compra. É como se o reajuste do salário servisse apenas para compensar a capacidade de compra que o brasileiro tem.
Na prática, o cidadão não vai deixar de conseguir comprar o que já comprava, mas também não poderá fazer gastos maiores.



