A revisão da vida toda no INSS é um tema que está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa revisão consiste no recálculo da média salarial para a aposentadoria, levando em consideração todas as remunerações do trabalhador, inclusive as anteriores a julho de 1994, quando foi implementado o Plano Real.
Essa medida pode resultar em mudanças nos valores dos benefícios de milhares de aposentados e pensionistas.
O processo no STF
O processo que discute a possibilidade de revisão dos benefícios ainda não foi concluído no STF. No último dia 11 de agosto, o tribunal começou a analisar um recurso do INSS em relação a esse tema, porém, um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin suspendeu a deliberação. A ministra Rosa Weber decidiu antecipar seu voto no caso, mas ainda não há uma data definida para que o tema volte à pauta.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, relator da “revisão da vida toda”, suspendeu os processos nas instâncias inferiores que tratam do mesmo assunto, com o objetivo de garantir a segurança jurídica. Como o processo ainda não teve uma decisão definitiva, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entende que não é o momento para atender à pretensão da Defensoria Pública da União (DPU).
O pedido da DPU
Em julho deste ano, a DPU solicitou ao STF a criação de um grupo para debater soluções que permitam a execução da decisão e garantam que o benefício chegue às pessoas que têm direito. O ministro Gilmar Mendes é o relator desse pedido.
A DPU acionou a Corte em nome de pessoas vulneráveis que já teriam, em tese, direito à revisão. Segundo a Defensoria, após o julgamento realizado em dezembro do ano passado, potenciais beneficiários procuraram a instituição porque não sabem se a revisão trará vantagens em seus casos específicos. Para ter essa resposta, é necessário realizar cálculos, mas muitos desses contribuintes não têm condições de arcar com um cálculo particular.
A falta de estrutura do INSS
Os beneficiários que procuraram o INSS em busca de informações sobre a revisão têm recebido a resposta de que a instituição não possui estrutura para realizar os cálculos necessários. Isso tem sido um obstáculo para a efetividade da decisão do STF, uma vez que a revisão não está sendo cumprida.



