Durante o governo Bolsonaro, o piso salarial da enfermagem havia sido aprovado, em agosto de 2022. No entanto, no mês seguinte, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu esta lei que havia sido sancionada, deixando os profissionais da saúde em uma situação crítica com relação ao valor pago por seus serviços.
É importante destacar que o piso salarial da enfermagem não atinge apenas os enfermeiros, beneficiando outros grupos também. A ideia do piso é pagar um mínimo de R$ 4.750 para enfermeiros, para os técnicos de enfermagem R$ 3.325, e os auxiliares e parteiras receberiam o valor de R$ 2.375.
Para que isso seja possível, todas as entidades de saúde teriam de se organizar para os pagamentos. Foi justamente esse ponto que fez com que o STF suspendesse o salário mínimo dessa classe de trabalhadores.
De acordo com o ministro Roberto Barroso, não houve uma justificativa plausível de como esses pagamentos seriam custeados. Sendo assim, até que uma fonte para custeio seja apresentada, o STF proibiu o salário de ser pago.
Nesse sentido, foi feito um estudo pela LCA Consultoria para a FBH (Federação Brasileira de Hospitais). Segundo a pesquisa, para poder custear o piso salarial da enfermagem, as entidades privadas de saúde teriam que demitir cerca de 165 mil pessoas para compensar os gastos. Esse valor equivale a 12,8% dos postos de trabalho desta área.
Protestos a favor do piso salarial da enfermagem
Desde a suspensão pelo STF, uma série de protestos a favor do piso salarial da enfermagem começaram pelo Brasil. A ideia de criar um valor mínimo a ser pago para esses profissionais surgiu após a pandemia de Covid-19. Isso porque, além dos médicos, esses profissionais estavam na linha de frente no combate à doença, colocando suas vidas em risco.



