Em breve, o Projeto de Lei (PL) que cria o Desenrola Brasil deverá ser votado no Senado Federal. Ao menos foi o que disse o relator da proposta, o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). De acordo com o parlamentar, a ideia é colocar o assunto em discussão e em votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta quinta-feira (28).
Para o relator, a ideia é aprovar o documento na CAE nesta semana, e no plenário do Senado Federal no próximo dia 3 de outubro. Vale lembrar que esta é a data limite para a aprovação do documento, ou seja, se ele não for aprovado até o dia 3 de outubro, o texto poderá perder a prazo e perder a validade.
Respeito ao prazo
Mais cedo, em entrevista à Globo News, o relator tinha dito que não via preocupação em não aprovar o texto do Desenrola antes do prazo de 3 outubro. Segundo ele, a nova fase do programa só começaria a ser efetivada depois desta data.
“A fase mais importante é o início do atendimento da Faixa 1. São aquelas pessoas que recebem até dois salários mínimos, e estão no Cadastro Único. Essa fase, que deveria ter sido iniciada no início de setembro, ainda não se iniciou, e a programação é que ela se inicie apenas na próxima semana, ou seja, após o dia 3”, disse o relator.
“Então mesmo que o Desenrola não seja aprovado até o dia 3, essas pessoas terão a oportunidade de negociar as suas dívidas quando a lei estiver em vigência. Então tudo vai depender destas articulações, e da prioridade que nós estamos dando aqui no Senado Federal”, completou o relator.
Seja como for, depois desta declaração, o senador se encontrou com o ministro da fazenda, Fernando Haddad (PT) e decidiu não fazer nenhum tipo de alteração no projeto, para não atrasar a sua tramitação. Deste modo, hoje a avaliação é de que o texto será aprovado até o próximo dia 3 de outubro, assim como exige a legislação.

Além do Desenrola
Este mesmo PL que passará por votação na quinta-feira também trata de outro tema relacionado ao processo de inadimplência. Trata-se da limitação dos juros do rotativo do cartão de crédito. A ideia é limitar esta cobrança a 100% por ano.



