Nunca foi tão caro comprar um botijão de gás de cozinha no Brasil. Dados mais recentes da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que neste mês de abril, o preço médio nacional do item atingiu o seu maior nível no século XXI. O cidadão que compra o utensílio precisa desembolsar pouco mais de 9,4% do salário mínimo.
Aos números: segundo a ANP, o gás de cozinha de 13kg atingiu uma média de R$ 113,24 nesta última semana. O salário mínimo nacional, vale lembrar, é de R$ 1.212 em 2022. Se recorde sempre que o valor médio do botijão é apenas uma junção de todos os preços do país registrados agora.
Dessa forma, é possível que na sua cidade, o preço do botijão esteja mais caro do que isso. Em outras, o item estará um pouco mais barato. O número acima é apenas uma média nacional divulgada pela própria agência que faz parte do comando do Governo Federal.
O fato é que a média significa mais do que o dobro do valor pago para o vale-gás nacional pelo Governo Federal neste mês de abril. Segundo informações do Ministério da Cidadania, cada usuário do programa recebe agora R$ 51. Os pagamentos, aliás, seguem sendo realizados nesta semana e não há previsão de qualquer mudança.
De toda forma, a proporção de uso não é a maior do século. Em 2007, por exemplo, o preço do botijão de gás chegou a comprometer 9,42% do salário mínimo no Brasil. Os tempos, no entanto, eram outros. Na ocasião, o valor médio do item era de R$ 33,06, ou seja, muito mais baixo do que o atual. Ao mesmo passo, o salário mínimo era de R$ 350. A proporção era, portanto, totalmente diferente da que se observa atualmente.
Governo de olho
O Governo Federal segue de olho no aumento dos valores do gás de cozinha neste momento. O Palácio do Planalto teme que o fato possa atrapalhar a situação do presidente Jair Bolsonaro (PL) que deve tentar buscar uma reeleição este ano.



