O Partido dos Trabalhadores (PT) está veiculando nesta semana uma inserção na TV sobre o Auxílio Brasil do Governo Federal. O partido erra ao misturar os valores dos dois programas, e pode acabar confundindo o telespectador. Na inserção, o partido do ex-presidente Lula (PT) diz que o atual Governo diminuiu os valores do projeto social.
“Bolsonaro diz que é o pai do Auxílio de R$ 600. É mentira. No início da pandemia, Bolsonaro não queria dar auxílio nenhum. Depois de muita pressão, só queria dar R$ 200. Veio a oposição no Congresso, que garantiu o atual Auxílio de R$ 600. Mas com Bolsonaro tem prazo para acabar: dezembro. Está no orçamento que ele mesmo enviou para 2023”, diz o texto.
Auxílio Emergencial
É verdade que o projeto inicial do Governo era pagar o benefício de apenas R$ 200 em 2020, e também é verdade que a oposição fez pressão para que Bolsonaro subisse o valor. Contudo, naquele momento, estávamos falando do Auxílio Emergencial, programa criado para ajudar as pessoas que não estavam conseguindo trabalho durante o primeiro ano da pandemia.
O Auxílio Emergencial chegou oficialmente ao fim em outubro do ano passado. De fato, ele caiu de valor como disse o PT na inserção, mas não para R$ 400. Ele foi de R$ 600 para R$ 300, depois passou três meses sem ser pago, e depois retornou com valor máximo de R$ 375. Com o atual Auxílio Brasil, a história é diferente.
No Auxílio Brasil, os pagamentos começaram oficialmente no mês de novembro do ano passado. O programa fez primeiro um repasse médio de R$ 189, depois subiu para R$ 400 e agora está em R$ 600. Assim, não é possível dizer que o projeto atual teve o valor reduzido de alguma forma, embora seja verdade que o governo só confirmou os pagamentos turbinados de R$ 600 até o final deste ano.


