O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um dos maiores programas previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Milhões de brasileiros recebem o dinheiro equivalente a um salário mínimo destinado à pessoas idosas com mais de 65 anos de idade ou que possuem algum tipo de deficiência física e/ou intelectual.
Algumas pessoas que já fazem parte do BPC têm algumas dúvidas sobre os pagamentos deste benefício social e o que pode gerar um corte nas liberações. Uma das questões mais comuns é a possibilidade da realização de um estágio na categoria de jovem aprendiz em uma empresa. Afinal, o usuário pode entrar no programa sem ter medo de perder o BPC?
Em primeiro lugar é importante lembrar quais são as regras de entrada no BPC. Segundo as informações oficiais, para fazer parte do programa social, o cidadão precisa comprovar que não consegue prover o seu sustento. Além disso, ele também precisa ter uma renda per capita de até 1/4 do salário mínimo.
Este ponto da renda per capita é justamente o que preocupa boa parte dos usuários. Afinal, se imagina que ao entrar na condição de jovem aprendiz o cidadão poderá receber um valor maior e consequentemente elevar a sua renda. Contudo, para fins de análise do BPC, os valores recebidos com este estágio não entram na conta.
Em resumo, o cidadão que faz parte do BPC pode entrar na condição de jovem aprendiz sem ter medo de perder o benefício social. A Justiça reconhece que esta modalidade de trabalho serve para que o cidadão aprenda novas funções. Assim, não há nada de errado em acumular o salário do trabalho e o valor do Benefício do INSS.



