No final da última semana, o Governo Federal anunciou uma espécie de pacotes de mudanças econômicas. Na maioria dos casos, essas alterações deverão atingir auxílios, financiamentos e liberação de montantes para pessoas em estado de vulnerabilidade. O custo para o pagamento dos benefícios será de mais de R$ 150 bilhões.
Entre esses projetos há a antecipação do 13º para os usuários do Instituto Nacional do Seguro Social. Além disso, existe também a liberação de uma nova parcela do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1 mil. Esse repasse poderá ser feito por pessoas que tenham carteira assinada e que possuem saldo neste Fundo.
Especificamente para a população mais vulnerável, o Governo Federal anunciou que liberará os pedidos de empréstimo consignado dentro do Auxílio Brasil e também do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os detalhes desta decisão ainda serão divulgados pelos membros do Ministério da Cidadania.
Nada disso acontecerá de fato sem que o Governo abra espaço no orçamento para este ano de 2022. De acordo com as novas projeções do Palácio do Planalto, o plano de gastos para este ano ultrapassou os limites que eles planejaram inicialmente. Por isso, há uma certa preocupação de alguns setores.
O Ministério da Economia, por exemplo, demonstrou preocupação com esses gastos neste momento. Em entrevistas recentes, o próprio Ministro, Paulo Guedes, disse que a ideia de gastar muito, pode se voltar contra a população mais pobre em um futuro próximo. É justamente por isso que há um debate sobre o tema.


