Durante a última quinta-feira, 16 de fevereiro, houve a apresentação da proposta de reajuste salarial dos servidores públicos federais. Assim, o encontro ocorreu na sede do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em Brasília.
Segundo informações do próprio governo, portanto, o texto conta com uma proposta de reajuste salarial de 7,9%. Além disso, também haveria o aumento de 43,6% no valor do auxílio alimentação.
No entanto, de acordo com a pasta, a oficialização da proposta ocorrerá após debate em todas as entidades e assembleias da área.
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“Estão sendo conciliadas agendas para que a segunda reunião da MNNP aconteça ainda em fevereiro, quando as entidades representativas manifestarão concordância com a proposta em discussão ou, em sentido diverso, apresentarão contraproposta”, divulgou através de nota oficial o ministério.
Reajuste salarial fortalece relação com servidores
Desde o ano de 2016 não ocorrem encontros para debater sobre possíveis negociações entre o governo e os servidores públicos.
Assim, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos indica que este tipo de ação fortalece o objetivo e compromisso com todos os servidores federais.
Durante o encontro, então, Sérgio Mendonça, atual secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho representou a gestão. Ademais, estava presente o diretor substituto do Departamento de Relações de Trabalho, José Borges de Carvalho Filho.
O secretário indica que a intenção não é apenas de realizar o reajuste salarial, como também de aumentar o auxílio alimentação.
“Além do reajuste salarial, que é do interesse de todos os servidores, a proposta do governo se concentra também no auxílio-alimentação devido características desse benefício, sua defasagem e congelamento desde 2016, e ao impacto positivo sobretudo para os servidores federais com os salários mais baixos”, pontuou Mendonça.
Além disso, Sérgio Mendonça frisou que todas as propostas estão dentro do espaço fiscal. Isto é, de R$ 11,2 bilhões para concessão de benefícios e reajustes do orçamento deste ano.
O Painel Estatístico de Pessoal, que faz parte do Ministério do Planejamento, indica o quadro de servidores federais. Nesse sentido, existem cerca de 560 mil servidores públicos na ativa no Poder Executivo. Isto é, sendo deste número, 47% no setor de administração direta federal, 39,7% em órgãos federais e outros 12,9% em fundações federais.
Ministra fala sobre o reajuste salarial
Durante entrevista recente, a líder do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, comentou sobre o assunto. Ela relembrou, então, que o governo está na etapa final para conceder um reajuste salarial aos servidores públicos federais.
No decorrer da entrevista, a ministra acabou citando uma possível correção de 9%. No entanto, a quantia final ainda iria depender da correção na quantia do auxílio alimentação.
Esther também frisou que seria muito difícil que todos os impactos dessas ações fossem minimizados. Isto é, em razão de toda a defasagem e contenção de gastos da última gestão.
Recentemente, representantes da categoria chegaram, por meio de cálculo, ao percentual ideal de 35%. Trata-se de quantia necessária para compensar a toda desvalorização da classe trabalhadora acumulada no decorrer da gestão de Jair Bolsonaro.



