O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) disse que a Reforma do Imposto de Renda só deve começar a ser discutida no Congresso Nacional no final do ano. Este é o texto que poderá indicar um reajuste na tabela de taxação, aumentando o patamar de isenção para que mais trabalhadores sejam liberados do pagamento.
Seriam dois momentos: primeiro o Congresso Nacional precisa aprovar a Reforma do Imposto de Renda, que sequer foi apresentada pelo Governo Federal. Logo depois de uma possível aprovação deste texto, o Governo Federal poderia começar a discutir um aumento da isenção do Imposto de Renda para os trabalhadores.
Jornalistas questionaram o Ministro nesta terça-feira (18) sobre este aumento da isenção, e ele disse que o Governo precisa esperar mais um pouco. “Só depois da aprovação da reforma tributária sobre consumo, mais pro final do ano”, disse o Ministro da Fazenda. Embora tenha feito esta sinalização, ele preferiu não falar em datas exatas.
Há nesta nova declaração de Fernando Haddad uma mudança de postura em relação ao que ele mesmo chegou a dizer na semana passada. Em entrevista, ele disse que a ideia do Governo Federal era começar a discutir a Reforma do Imposto de Renda já em agosto, antes mesmo da conclusão do processo de votação da Reforma Tributária.
Logo depois da declaração, vários senadores criticaram o governo e disseram que a ideia de manter a tramitação das Reformas Tributária e do Imposto de Renda em um mesmo período de tempo poderia causar uma confusão tanto na opinião popular sobre o assunto, com também dentro do próprio Congresso Nacional.
Foco nos ricos
Mesmo confirmando que as discussões em torno da Reforma do Imposto de Renda deverão começar apenas no final do ano, Haddad já deu algumas prévias do texto original, que está sendo construído pelo Ministério da Fazenda nas últimas semanas. De uma maneira geral, a ideia é aumentar a taxação dos mais ricos e diminuir a dos mais pobres.




