O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é um tributo estadual obrigatório para todos os donos de automóveis em todo o país. Um estado está avaliando a eliminação dessa cobrança como parte de um estímulo ao uso de veículos com zero emissão de poluentes. Essa iniciativa é resultado da aprovação de um projeto de lei (PL) pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 23 de agosto.
Os proponentes desse projeto, os deputados Ricardo França (Podemos) e Donato (PT), propõem a isenção de uma parte do IPVA, utilizando créditos correspondentes à porção estadual desse imposto. Essa isenção seria aplicada aos proprietários de veículos de zero emissão, ou seja, automóveis totalmente elétricos ou movidos a hidrogênio.
PL prevê a isenção do IPVA
Atualmente, o Projeto de Lei aguarda a decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem a opção de sancionar ou vetar a proposta. Essa iniciativa beneficia os donos de veículos de zero emissão, como os carros elétricos ou aqueles movidos a hidrogênio.
A empresa Toyota está trabalhando no desenvolvimento de um modelo movido a hidrogênio, que utiliza etanol, possivelmente em colaboração com o governo estadual. Para os residentes do estado de São Paulo, essa medida representaria um incentivo substancial para adotar tecnologias de transporte mais sustentáveis.
Entenda como vai ser o cálculo do imposto
Conforme as informações fornecidas pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o texto aprovado propõe a isenção do imposto através da utilização de créditos originados da parcela estadual do IPVA. Com base nos dados atuais, a determinação do imposto é fundamentada nos valores da tabela Fipe. Nesse sistema, 20% do valor é direcionado para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), enquanto os 80% restantes são distribuídos entre a arrecadação estadual e os municípios.
Na prática, os recursos destinados ao Fundeb seriam redirecionados como incentivos para veículos de emissão zero. O projeto de lei também abrange diversas outras abordagens, incluindo a possibilidade de transferência direta para o cidadão, a exploração de créditos alternativos e até mesmo a compensação em relação a outros tributos estaduais.




