A discussão acerca da revisão da vida toda do INSS está pronta para ser julgada no plenário físico do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme reportado pelo Portal O Tempo. Contudo, a decisão final terá que aguardar até 2024, assim como outros temas previdenciários em análise na corte, devido ao recesso do Judiciário iniciado nesta quarta-feira (20) e estendendo-se até o final de janeiro. Os julgamentos serão retomados somente em fevereiro.
Este período de recesso coincide com a chegada de Flávio Dino, ministro da Justiça, à composição do STF, o que pode introduzir novos elementos e possíveis mudanças nos processos em andamento. É comum que novos ministros solicitem vista, um tempo adicional, para analisar questões complexas, podendo prolongar os procedimentos judiciais.
STF pode alterar regras previdenciárias
Como já dito anteriormente, o STF se prepara para enfrentar uma série de desafios no âmbito do direito previdenciário, com destaque para a revisão da vida toda e as mudanças na aposentadoria especial introduzidas pela reforma de 2019. A reportagem do Portal O Tempo traz à tona a complexidade dessas discussões que impactam diretamente os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A revisão da vida toda, que avalia o direito do segurado de incluir salários mais antigos no cálculo da aposentadoria, está pronta para ser julgada, porém, a decisão final foi adiada para 2024 devido ao recesso do Judiciário. A matéria publicada pelo Portal O Tempo consultou especialistas, incluindo Roberto de Carvalho Santos, presidente do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev).
“A revisão da vida toda é uma tese que trata sobre o princípio da aplicação da regra mais favorável [ao segurado]. Ela traz uma interpretação, de algo muito acolhido no direito previdenciário, que é a possibilidade de se aplicar a regra melhor”, disse.




