O Banco Central (BC) divulgou uma notícia na manhã desta terça-feira (2) que animou os consumidores brasileiros. De acordo com as informações oficiais, a taxa média de juros cobrada pelos bancos para pessoas físicas no rotativo do cartão de crédito recuou em fevereiro.
A queda foi de pouco mais de 6,8 pontos percentuais em comparação com os números atuais. Mas o fato é que o número médio ainda continua alto, e está na casa dos 412,5%. Em janeiro, este patamar estava na casa dos 419,3% ao ano.
Já no caso do juros parcelados, a média caiu de 187,8% para 184,5% ao ano entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Quando se considera o juro total do cartão de crédito, que leva em consideração o rotativo e o parcelado, a taxa passou de 84,7% para 84,9%.
Limitação dos juros
Ainda em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional (CNM) estabeleceu uma limitação de taxa de 100% ao ano. A regra, aliás, está valendo desde o dia 3 de janeiro. Imagine, por exemplo, que você tem um débito de R$ 100. Neste caso, o valor dos juros não podem ultrapassar a marca de R$ 100.
“A conta é simples assim. Mas a conta é feita para cada ingresso. Se entrou R$ 100 reais [no cartão de crédito] em janeiro, [a dívida total] não pode superar R$ 200. Se houver novo ingresso no cartão de crédito rotativo] de R$ 200, o novo ingresso não pode superar R$ 400”, explicou o consultor no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro no Banco Central, Antonio Guimarães.
Importante lembrar que o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que é cobrado neste tipo de transação, não deverá entrar neste limite fixado pela lei.
“As pessoas estão tendo uma dívida, às vezes 10 vezes o valor do crédito original. A pessoa devia R$ 1000 no cartão de crédito. Dali a x meses (a dívida) tava em R$ 10 mil. Elas não conseguiam pagar. Isso, em geral, não acontece com quem tem dinheiro. Acontece com quem não tem. A pessoa se submeter a 400% de juros ao ano, é porque a pessoa realmente não está em condições de pagar”, disse o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Por que juros médios ainda seguem altos?
Segundo especialistas, mesmo que a taxa média do rotativo tenha caído, o fato é que ele ainda é considerado proibitivo. Mas por que a média segue acima dos 400%, se o governo aprovou uma limitação de 100% ao ano para o rotativo?



