Ainda entrando no segundo semestre do ano, o salário mínimo de 2023 é um dos principais temas em discussão atualmente. Isso porque, a remuneração serve como referência para milhões de pessoas, entre trabalhadores e beneficiários do Governo Federal e Previdência Social.
De acordo com a Constituição, o valor do salário mínimo se refere ao piso que um brasileiro pode receber, tanto como salário ou benefício previdenciário, por exemplo. A remuneração visa preservar o poder de compra do cidadão, garantindo a sua sobrevivência e de sua família.
Reajuste do salário mínimo é sem ganhos reais
Desde 2019, o salário mínimo é reajustado apenas segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação. Desta forma, o cidadão recebe o valor “suficiente” para comprar os insumos, não tendo ganhos reais.
Isso significa que o seu poder de compra foi apenas mantido e não elevado. Antes do referido ano, é importante ressaltar que a correção do piso nacional considerava o Produto Interno Bruto (PIB), o que resultava em uma quantia superior, com ganhos reais.
Salário mínimo para 2023
Em abril, o Governo Federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que definiu o Orçamento para o ano que vem. No texto, consta a previsão do salário mínimo de 2023.
Segundo as questões dispostas no PLDO, a estimativa é que a inflação do país alcance de 6,7% no decorrer deste ano. Isso significa que o piso pode passar de R$ 1.212 (valor atual), para R$ 1.294 no ano que vem.
Todavia, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia divulgou no último dia 19 de maio, uma nova previsão da inflação. Os novos dados apontam que a inflação terá uma alta de 8,1% até o fim deste ano.
Assim, caso a previsão permaneça em 8,1%, o novo salário mínimo cotado para 2023, saltará de R$ 1.212 para R$ 1.310,17. Contudo, é importante lembrar que se tratam apenas de estimativas, podendo ser alteradas conforme a inflação até dezembro.
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Novo piso nacional impacta benefícios do INSS
O reajuste no salário mínimo não influencia apenas na vida dos trabalhadores assalariados, mas também impactam no valor dos benefícios concedidos pelo INSS(Instituto Nacional do Seguro Social).
Outros setores impactados com a correção do piso nacional é o seguro-desemprego, abono salarial do PIS/Pasep e Benefício da Prestação Continuada (BCP-Loas).
Atualmente, o INSS atende mais de 36 milhões de segurados, sendo 24 milhões beneficiários que recebem um salário mínimo mensalmente e, 12 milhões que ganham mais que o piso nacional em vigência.
Contudo, é importante salientar que o teto do INSStambém é influenciado pela definição do salário mínimo. Considerando a estimativa de 6,7%, no próximo ano o valor máximo disponibilizado pela autarquia será de R$ 7.168,22.
BPC
Também pago pelo INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) concede mensalmente um benefício igual ao piso nacional aos cidadãos de baixa renda que são deficientes ou que tenham idade superior a 65 anos.
Seguro-desemprego
O seguro-desemprego é um auxílio pago aos trabalhadores demitidos sem justa causa. O valor mínimo disponibilizado é equivalente ao salário mínimo em vigência, por isto há uma correção monetária quando o piso é reajustado.
O benefício pode ser pago entre 3 a 5 parcelas, a depender da quantidade de vezes que o cidadão já solicitou o auxílio. Além disso, o valor distribuído considera a média dos três últimos salários recebido pelo trabalhador.
Abono salarial PIS/Pasep
Diferente do item anterior, o abono salarial PIS/Pasep concede, no máximo, um benefício no valor de um salário mínimo. A liberação ocorre quando o trabalhador exerce suas atividades durantes os 12 meses no ano-base.
Quando o período de trabalho for inferior aos 12 meses, o cidadão receberá um benefício proporcional ao tempo laboral. Neste caso, basta dividir o valor do piso nacional em 12, e considerar que cada parcela corresponde a um mês do ano. Depois, some cada uma de acordo com a quantidade de meses trabalhados.
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