O salário mínimo de 2022 tem uma nova projeção e pode ser o maior registrado na história. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), para este ano a previsão passou de 8,4% para 10,04%.
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O reajuste no piso nacional é determinado pelo INCP, que evita perdas no poder de compra dos cidadãos brasileiros. O índice calcula a inflação acumulada para famílias que ganham até cinco salários mínimos.
Com a efetivação da nova previsão, o salário mínimo de 2022 passaria de $ 1.100 para R$ 1.210,44, com um aumento considerável de R$ 110,44. O novo valor está bem acima da última proposta do Governo Federal, de R$ 1.169.
O piso nacional é base para remuneração de 50 milhões de pessoas. Deste total, 24 milhões são beneficiárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Últimos reajustes
- 2005: R$ 300;
- 2006: R$ 350;
- 2007: R$ 380;
- 2008: R$ 415;
- 2009: R$ 465;
- 2010: R$ 510;
- 2011: R$ 545;
- 2012: R$ 622;
- 2013: R$ 678;
- 2014: R$ 727;
- 2015: R$ 788;
- 2016: R$ 880;
- 2017: R$ 937;
- 2018: R$ 954;
- 2019: R$ 998;
- 2020: 1.045;
- 2021: 1.100.
Ganho real
Anualmente o salário mínimo precisa ser corrigido para repor a inflação, todavia, isso não ocorreu em 2021. A inflação calculada em 2020 foi de 5,45%, porém o reajuste do piso nacional foi de apenas 5,26%.
No entanto, a medida visa evitar perda de poder de compra do trabalhador, mas não garante ganho real. Isso significa dizer que o valor do piso nacional serve apenas para assegurar os assalariados a obter os mesmos produtos e serviços, mas sem ampliar o seu poder de compra.



