No dia 18 de janeiro, houve uma reunião sobre diversas questões do Ministério do Trabalho como a nova política de valorização do salário mínimo. Assim, o ministro da pasta, Luiz Marinho, se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes de centrais sindicais.
No ocasião, portanto, o Governo Federal anunciou a criação de um novo grupo de trabalho com o objetivo de, no prazo de 90 dias, construir esta nova política.
Além disso, com um período de 30 dias também ocorreriam grupos acerca do trabalho por aplicativo, bem como de uma reestruturação da negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores.
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Desse modo, o encontro contou com a presença de presidentes de centrais sindicais como, por exemplo:
- CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), Antonio Neto.
- Intersindical Central Sindical, Nilza Pereira.
- NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Moacyr Roberto Tesch Auersvald.
- Central Conlutas, Luiz Carlos Prates.
- Intersindical Instrumento de Lutas, Emanuel Melato.
- CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Adilson Araújo
- UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah
- Força Sindical, Miguel Torres
- CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sérgio Nobre.
- Central Pública, com seu vice-presidente da Hugo Rene.
Governo institui a política de valorização do salário mínimo
Na reunião, portanto, houve a assinatura de despacho pelo presidente Lula.
O documento determina que alguns Ministérios criem uma proposta para a política de valorização do salário mínimo. Nesse sentido, devem trabalhar em conjunto as pastas a seguir:
- Ministério do Trabalho e Emprego
- Ministério da Fazenda
- Ministério do Planejamento e Orçamento
- Ministério da Previdência Social
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
- Secretaria-Geral da Presidência da República
- Casa Civil da Presidência da República
Assim, estas terão o prazo de 45 dias, com possibilidade de prorrogação por apenas uma vez, para entregar esta proposta.
Na ocasião, ainda, o presidente lembrou da importância de um trabalho em conjunto da gestão com os sindicatos. Desse modo, seria possível assegurar que os direitos dos trabalhadores se cumprissem na prática.
“Nós queremos construir, junto com o movimento sindical, uma nova estrutura sindical. Queremos construir o estabelecimento dos novos direitos, que queremos constituir em uma economia totalmente diferente da dos anos 80. Nós queremos que o trabalhador tenha direitos garantidos quando ele entra no mercado de trabalho, e que ele tenha um sistema de seguridade social que o proteja”, declarou Lula.
Ministério criará outros grupos
Indo adiante, para além do grupo de trabalho com foco no salário mínimo, o ministro Luiz Marinho anunciou a construção de mais dois grupos.
Segundo ele, portanto, a necessidade se dá com o objetivo de fortalecer o movimento sindical brasileiro.
“Um processo democrático necessita de sindicatos fortes”, defendeu.
Nesse sentido, os grupos tratarão da negociação coletiva e do fortalecimento dos sindicatos do país.
Além disso, outra pauta que se mostra em destaque no governo é a do trabalho por aplicativo.
“Nós acompanhamos a angústia de trabalhadores dos aplicativos, que muitas vezes precisam trabalhar 14h, 16h por dia para poder levar o pão e o leite para casa”, comentou Luiz Marinho.
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