Saúde mental vem sendo um dos principais motivos de afastamento de professores na rede estadual de São Paulo.
Nesse sentido, no primeiro semestre do ano de 2023 foram 20.173 professores que se afastaram por esta razão. Isto é, de forma que é possível perceber que são 112 trabalhadores que se afastam por dia.
Este número, então, mostra um aumento de 15% quando em comparação ao primeiro semestre de 2022.
Quando se fala se saúde mental é importante lembrar que se tratam de questões como transtornos e doenças psiquiátrica como a depressão e a ansiedade, por exemplo.
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Além disso, junto dos professores, muitos diretores também vem enfrentando o mesmo quadro. Houve um aumento de 34,5% de afastamentos deste grupo nos primeiros seis meses de 2023, em comparação ao ano passado.
Como resolver o problema?
A partir dos afastamentos no estado de São Paulo, saiu recente decisão judicial sobre as condições de trabalho dos professores. Assim, o Poder Judiciário impõe que o governo estadual implemente novas medidas de engenharia de segurança e de medicina do trabalho.
Além disso, a decisão também determina a criação de uma comissão para que se previna a ocorrência de acidentes até 2024.
Em conjunto, a Secretaria de Educação (Seduc) do estado também se manifestou sobre o assunto. Esta indica, portanto, que tem trilhas formativas a fim de promover a saúde mental neste espaço. Ademais, a Secretaria relembra a contratação de 550 psicólogos que atuará na rede estadual tanto para alunos quando para professores.
Confira a nota na íntegra:
“Recentemente a pasta anunciou a contratação de 550 psicólogos, com pelo menos 600 mil horas de atendimento presencial nas escolas e todos alunos e professores serão beneficiados com a iniciativa. A Secretaria conta ainda com o Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) foi criado em 2019 e é um dos programas da pasta que estabelece iniciativas voltadas para a promoção de um ambiente de aprendizagem colaborativo, solidário e acolhedor, tais como: Escola Mais Segura, ERRD (Educação e Redução de Riscos e Desastres) e o Programa de Convivência e Acolhimento nas Escolas. Além disso, a Seduc-SP conta com as Ações e Monitoramentos Escolares; e as Trilhas Formativas, com foco na promoção da saúde mental para a rede escolar.”
OMS fala sobre saúde mental no trabalho
A questão de saúde mental no trabalho não é um fator apenas do ambiente escolar de São Paulo.
Em setembro de 2022, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou o relatório “Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho” sobre o assunto.
Assim, um dos dados que o documento traz é que a saúde mental está, inclusive, impactando a economia mundial, com um custo de 1 trilhão de dólares. Isto é, visto que são cerca de 12 bilhões de dias de trabalho que se perdem em razão da depressão e da ansiedade, ao ano.
A consultora Nacional de Saúde Mental da OMS, Cláudia Braga, comentou acerca das novas diretrizes.
“De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também trazem questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte impacta na sustentação das atividades laborais”, comentou.



