No começo do mês, o Senado e a Câmara aprovaram o projeto da criação da “taxação das brusinhas”, imposto nas compras com valor menor do que US$ 50. No texto, há a previsão do tributo com percentual de 20% nas compras em plataformas como a Shopee, o AliExpress e Shein. Contudo, o projeto deve ser sancionado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta semana. Ele está em “tour” pela Europa, participando dos encontros bilaterais, além da reunião do G7.
Mesmo em se tratando da criação do novo tributo, essa taxação já incidirá nas compras depois da sanção presidencial. Afinal, o imposto da importação não seguirá o princípio de anterioridade, quer dizer, não se sujeira à noventena ou à anualidade como, por exemplo, ocorre com contribuições sociais como Cofins e PIS (noventena) e IPTU e IPVA (anualidade).
Como acontece a taxação das compras internacionais hoje em dia
A taxação sempre foi uma demanda que o setor varejista brasileiro teve. Afinal, ele enxerga uma competição desleal com relação aos sites/empresas estrangeiros. No atual cenário, os produtos que valem, no máximo, US$ 50 vendidos nas plataformas internacionais são taxados pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), variando de 17% até 19%.
O que será do pagamento de tributos daqui para frente
Agora que o projeto está aprovado dentro do Congresso, tendo uma possível sanção do presidente Lula, ficará estabelecido que os consumidores que comprarem um produto de, por exemplo, R$ 200, terá o percentual do Imposto da Importação (20%) e o ICMS (de 17% até 19%) para pagar também.
O Imposto da Importação incidirá somente sobre as compras de valores menores do que US$ 50, aproximadamente R$ 265, considerando a atual cotação do dólar. Contudo, para os produtos com valor acima dos US$ 50, a regra permanece a mesma, com a cobrança dos 60% do imposto da importação, dentro do limite superior de, no máximo, US$ 3 mil, ou seja, R$ 16 mil. Mas, ainda é aplicado o desconto de US$ 20 (aproximadamente R$ 100) em cima do tributo a pagar.

O que é o Programa Mover
O projeto de “taxação das blusinhas” foi inserido em uma proposta de assunto diferente. Isso quer dizer que no texto-base do PL Mover (Programa Mobilidade Verde), a abordagem era de um programa para incentivo à descarbonização dos carros.


