Como construir uma carreira em TI? Segundo a coordenadora de Engenharia de Software, Luana Muller, apenas uma graduação superior nessa área não garante a entrada ou uma boa posição no mercado de trabalho.
Essa recomendação pode soar estranha – sobretudo vinda de alguém com mestrado e doutorado em tecnologia e que, inclusive, já foi professora universitária na área.
Mas, de alguns anos para cá, a coordenadora observa que apenas a formação superior em tecnologia não é definitiva para o sucesso profissional no mercado.
Para ela, os cursos de graduação nessa área geralmente são bem completos, nos quais você terá a oportunidade de aprender sobre programação back-end, programação front-end, bancos de dados, metodologia, análise, processos etc.
Acontece que, no mercado de trabalho, é pouco provável que você se depare com um cargo que exija todos esses conhecimentos.
Em contrapartida, todas as vagas pressupõem um certo nível de aprofundamento que a faculdade, por si só, não traz.
Luana Muller aborda questões sobre qual tipo de curso escolher. Acompanhe o artigo e saiba mais sobre!
Graduação ou cursos curtos de TI?
Se você optar por ser um desenvolvedor, por exemplo, o conhecimento que a faculdade provê em programação não será suficiente.
“Luana, então eu não devo cursar uma graduação e me dedicar apenas aos pontos que você mencionou?”. Calma! Você deve cursar a graduação, pois é ela que te dará a base necessária para transitar e dialogar com as diferentes áreas de conhecimentos envolvidas no processo de desenvolvimento de um software. Porém, entenda que, além dos conhecimentos oferecidos pela graduação, você deverá buscar formas de se aprofundar em alguma área, através de cursos de curta duração.
Outro ponto interessante é que a área de TI lhe dá a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho sem ainda ter concluído uma graduação em tecnologia, tornando a área mais democrática e acessível, possibilitando ao profissional de TI conhecer a área e começar a colher os frutos desta carreira muito rapidamente.
E se levarmos em conta a pressão social que é exigir que a gente decida o que quer fazer “pelo resto da vida” aos 17 ou 18 anos, essa possibilidade é bem-vinda.



