Imagine a seguinte situação: um trabalhador descobre que está doente e não consegue mais atuar no seu trabalho. Ele solicita a entrada em um benefício no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas passa mais de cinco meses esperando por uma resposta que não chega. O exemplo citado é a realidade de milhares de brasileiros neste momento.
Dados mais recentes do Portal da Transparência indicam que mais de 1,7 milhão de pessoas estão neste instante na chamada fila de espera para o recebimento de um benefício do INSS. Para o auxílio-acidente, por exemplo, a média da espera é de 171 dias, ou seja, quase seis meses de espera por uma resposta.
Abaixo, você pode conferir a lista dos benefícios que contam com o maior tempo médio de espera por uma resposta:
- Auxílio acidente: 171 dias;
- Pensão por morte em acidente de trabalho: 169 dias;
- Auxílio reclusão: 166 dias;
- Auxílio inclusão à pessoa com deficiência: 102 dias;
- Aposentadoria por idade: 63 dias.
Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social
É neste contexto que o Governo Federal decidiu agir. Recentemente, o Ministério da Previdência trocou o comando do Instituto Nacional do Seguro Social. Quando assumiu o cargo, Alessandro Stefanutto lançou o chamado Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, que reúne um conjunto de normas para a redução da fila de espera.
Entre as principais medidas apresentadas está o estabelecimento de bônus para os servidores. A ideia é permitir o pagamento de um adicional no salário destas pessoas para que elas comecem a atuar para atender mais solicitações. Em tese, quanto mais trabalho estes servidores conseguirem fazer, maior será o bônus pago mensalmente.

As críticas ao INSS
Contudo, o fato é que a medida do estabelecimento do bônus não está agradando todo mundo. Uma das regras, por exemplo, indica que o servidor que está em home office e quiser aderir ao esquema, precisa primeiro cumprir uma meta 30% maior do que a atual. Só depois disso é que eles poderão começar a se torna elegíveis para o bônus.


