Os benefícios de alimentação, como o vale-alimentação e o vale-refeição, foram objeto de alterações recentes, já em vigor conforme o decreto 10.854/21. O decreto abrange diversas modificações nas leis trabalhistas e no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Algumas mudanças entraram em vigor em novembro de 2021, enquanto outras estão programadas para este mês, após 18 meses da publicação. Saiba o que alterou no vale-alimentação e no vale-refeição, bem como o que impacta para o trabalhador.
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Principais mudanças no vale-alimentação e vale-refeição
Uma alteração significativa é a eliminação do desconto. Essa é uma estratégia que permitia oferecer reduções de preço às empresas contratantes, em média de 2%, financiada pela taxa cobrada dos comerciantes pela operadora de benefícios que aceitam seus cartões.
Além disso, encerra-se a opção de pagamento a prazo pelas empresas. Outra novidade é a transferência do cartão, que concede ao trabalhador o direito de escolher a operadora para receber seu benefício. No entanto, essa adaptação ainda requer regulamentação do Governo Federal.
A transferência opera de maneira similar ao que ocorre atualmente com empresas de telecomunicações e instituições bancárias. Elas oferecem a opção de transferir fundos da conta salário para contas correntes em outras instituições financeiras.
Embora seja um setor limitado, há um alto potencial de concorrência devido à demanda dos departamentos de recursos humanos e fiscal. Isso ocorre porque as empresas podem deduzir essa vantagem do Imposto de Renda, dentro do limite de até 4% do lucro real, ao disponibilizá-la para os funcionários. Contrariando a ideia equivocada, as receitas governamentais não são prejudicadas por essa redução de encargos.
De acordo com um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), a cada R$ 1 disponibilizado por meio de vale-refeição ou vale-alimentação, R$ 15 retornam aos cofres públicos devido à circulação do dinheiro por diversos setores da sociedade. “O mercado de benefícios no Brasil é um dos maiores do mundo, movimentando aproximadamente R$ 150 bilhões. Além de ser imenso, engloba mais de 40 milhões de trabalhadores formais, dos quais metade recebe benefícios por meio de cartões”, destaca Júlio Brito, diretor geral da Swile no Brasil.
Contratos dos benefícios
No momento atual, a maioria dos contratos de benefícios de alimentação no país é dominada por três grandes empresas: Alelo, Sodexo e VR. Juntas, essas empresas possuem aproximadamente 85% do mercado.
Agora, startups do setor, como Swile e suas duas principais concorrentes, Flash e Caju, também esperam que essas alterações impulsionem seus negócios. Desde o início de suas operações, as três empresas têm enfrentado um mercado concentrado, dominado pelas gigantes que são amplamente reconhecidas como sinônimos de benefícios corporativos no Brasil.
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