A polêmica taxação de empresas chinesas como Shein e Shopee em vendas no Brasil pode nem chegar a sair do papel. Segundo informações de bastidores colhidas pela jornalista Andreia Sadi, da emissora Globo News, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está trabalhando para que o Ministério da Fazenda recue desta ideia o quanto antes.
Segundo a reportagem, Lula participou de uma reunião com representantes do Ministério na última segunda-feira (17 de abril). Ele teria dito que está preocupado com a repercussão negativa que o caso vem tomando nas redes sociais. O presidente teve o apoio da primeira-dama, Janja Silva, que também teria afirmado que a taxação poderia ter um impacto forte sobretudo no eleitor mais pobre, que normalmente vota em Lula.
Ainda não se sabe exatamente qual seria o tamanho do recuo. Uma das possibilidades que foram levantadas é não acabar com a isenção de impostos para produtos importados de até US$ 50 para pessoas físicas, ao mesmo passo em que a Receita Federal teria que aumentar a fiscalização sobre os pacotes. Membros da Receita já disseram que não possuem agentes suficientes para realizar este trabalho.
Entenda o caso
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) anunciou junto com a Receita Federal o fim da isenção de impostos para importados de até US$ 50 de pessoas físicas para pessoas físicas. A decisão tem como objetivo ajudar a impedir a sonegação de impostos por parte de empresas que estariam se passando por pessoas físicas para conseguir se isentar da taxação.
Como a Receita Federal alega que não possui agentes em número suficiente para realizar a fiscalização, o Governo Federal tomou a decisão de acabar com a isenção até mesmo para pessoas físicas. Assim, as companhias chinesas teriam menos brechas para sonegar os impostos exigidos para estas companhias.
A ideia de fechar o cerco contra o comércio internacional no Brasil partiu da pressão das varejistas brasileiras. As companhias acreditam que com mais cobranças de impostos para o comércio chinês, uma concorrência mais leal se formaria, fazendo com que os preços dos produtos daqui e de fora sejam mais iguais.



