O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), entregou ao Congresso Nacional a minuta da chamada PEC da Transição. O documento em questão aponta para a manutenção do valor do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600 em 2023, bem como a retirada das despesas com este programa do teto de gastos públicos.
Dentro desta mesma PEC está também a ideia de criação de um adicional de R$ 150 por filhos menores de seis anos de idade. Esta foi uma das principais promessas de campanha do ex-presidente Lula (PT) durante as eleições deste ano.
Auxílio de R$750
Juntos, a manutenção do valor do Auxílio e o incremento do adicional de R$150, totalizaria um auxílio conjunto de R$750 (podendo ser maior conforme o número de filhos na família). O custo total é de R$ 175 bilhões aos cofres públicos.
Embora a tramitação da PEC seja o primeiro passo para a aprovação do adicional, o fato mesmo é que ainda não é possível confirmar se o plano vai sair do papel. Como o documento ainda está tramitando, existe a possibilidade de mudanças por parte dos congressistas nos próximos dias, inclusive a retirada do bônus de R$ 150.
Não é provável que a retirada aconteça, já que o grande ponto de divergência até aqui parece mesmo ser a questão da duração da retirada das despesas do Auxílio Brasil do teto de gastos públicos. De todo modo, ainda não se sabe qual será a postura dos aliados de Bolsonaro diante da proposta de criação de um adicional de R$ 150.
Em declaração recente, o Ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) disse que vai aconselhar o seu partido a votar pela aprovação da PEC. Entretanto, ele foi específico ao dizer que só aprovaria a questão da manutenção do valor do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600. Ele não chegou a dizer o que acha da criação de um adicional de R$ 150.



