Em edição extra, o “Diário Oficial da União” publicou neste sábado a exoneração, a pedido, de Abraham Weintraub do cargo de ministro da Educação. A publicação ocorreu somente depois que ele deixou o Brasil e aterrissou nos Estados Unidos. Quem informou sua chegada aos EUA foi seu irmão, Arthur Weintraub, assessor especial da Presidência da República.
Na sexta-feira (19), o ex-ministro publicou em suas redes sociais que pretendia deixar o país “o mais rápido possível”. A assessoria de imprensa do MEC informou que a viagem de Weintraub já estava relacionada com o novo cargo que ele deve ocupar no Banco Mundial.
Na última quinta-feira (18), em um vídeo ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Weintraub havia anunciado que deixaria o posto para assumir uma diretoria do Banco Mundial – com a saída dele, assume interinamente como ministro o secretário-executivo Antonio Paulo Vogel.
Weintraub responde a investigações no Brasil por racismo e no inquérito que apura ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele pode ter se aproveitado de uma brecha na ordem determinada pelo presidente Donald Trump que restringiu a entrada de brasileiros nos Estados Unidos, em maio. A ordem fechou as fronteiras americanas para brasileiros, mas abriu algumas exceções como a entrada de funcionários governamentais e de funcionários de organizações internacionais.
Tecnicamente, Weintraub, apesar de ter anunciado sua saída do MEC, ainda era ministro de Estado, com direito, inclusive, a passaporte diplomático, quando viajou.



