Alvo de discussões acaloradas no país nas últimas semanas, a empresa Shopee se pronunciou nesta semana sobre toda a polêmica envolvendo a taxação das vendas da companhia. Por meio de uma carta enviada ao Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) os diretores disseram que concordavam com a ideia de acabar com isenção para encomendas de até US$ 50, o que surpreendeu muitos brasileiros.
“A mais recente política anunciada sobre imposto de importação de produtos de baixo valor está totalmente alinhada com a missão da Shopee de promover produtos locais e o empreendedorismo. Apoiamos totalmente esta decisão”, disse a empresa por meio da carta enviada ao Ministro da Fazenda na última semana.
“Mais de 60 mil vendedores já fizeram o treinamento da Shopee. Nesse contexto, buscamos o diálogo com diversos órgãos governamentais para estabelecer parcerias voltadas à capacitação de pequenos empreendedores”, segue o texto enviado pela empresa que tem sede em Singapura.
Curiosamente, o documento chegou nas mãos do Ministro Fernando Haddad antes do recuo do Governo Federal. No último dia 18, o chefe da pasta econômica anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou que ele desistisse da ideia de acabar com a isenção de impostos para encomendas de até US$ 50.
Entenda o caso da Shopee
Atualmente, o Brasil conta com uma regra de isenção de importações de produtos de baixo custo. Tal regra deveria beneficiar apenas as pessoas físicas.
Contudo, a avaliação do Governo Federal é de que empresas asiáticas estariam se valendo desta regra e se passando por pessoas físicas apenas com o objetivo de sonegar os impostos.
A Receita Federal alega que não pode realizar a inspeção de todos os produtos das empresas asiáticas que chegam no Brasil todos os dias. Segundo o órgão, não há um número suficiente de agentes para a realização deste trabalho.
No dia 11 de abril deste ano, a Receita Federal anunciou que acabaria com a isenção de impostos para importações de encomendas com baixo custo também para pessoas físicas. Assim, as empresas não poderiam mais burlar o sistema, já que não existiria mais nenhuma brecha para este movimento.
A decisão do Governo Federal acabou gerando uma grande repercussão nas redes sociais. Até mesmo a primeira-dama Janja Silva saiu em defesa do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e defendeu que a taxação seria “apenas para a empresa e não para o consumidor”.



