A Receita Federal informou nesta semana que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais bateu recorde em abril e maio deste ano. Os valores registrados foram os maiores da série histórica para cada um deste meses.
Em resumo, o levantamento teve início em 1995, ou seja, há quase 30 anos. De lá para cá, a Receita vem informando o volume da arrecadação federal em cada mês, e os resultados mais recentes foram bastante positivos. Contudo, o fisco destacou a desaceleração de crescimento da arrecadação no país.
Em abril, a arrecadação somou R$ 203,889 bilhões em valores correntes. Esse montante corresponde a uma alta de 4,51% em termos nominais e de 0,31% em termos reais em relação a abril de 2022 (R$ 195,085 bilhões).
Já em maio, o valor totalizou R$ 176,812 bilhões, o que representa um aumento de 6,94% em termos nominais e de 2,89% em termos reais na comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 165,333 bilhões). No entanto, ao comparar com o valor de abril, a arrecadação despencou 13,3%, refletindo a desaceleração do crescimento.
Vale ressaltar que o levantamento da Receita Federal faz a correção da inflação oficial do país pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso quer dizer que sempre há oscilações nos valores da arrecadação, conforme a taxa inflacionária do Brasil.
Veja o que impulsionou a arrecadação em abril e maio
De acordo com a Receita Federal, os resultados de abril e maio receberam influências positivas de alguns tributos que registraram aumento em sua arrecadação federal, impulsionando os resultados do Governo Federal.
Em suma, os principais fatores que fortaleceram o desempenho em abril e impulsionaram a arrecadação federal foram:
- Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL): R$ 47,961 bilhões;
- PIS/Pasep e Cofins: R$ 34,630 bilhões;
- Imposto de Renda Retido na Fonte relativos ao Trabalho (IRRF-Trabalho): R$ 18,323 bilhões;
- Imposto de Renda Retido na Fonte relativos ao Capital (IRRF-Capital): R$ 8,420 bilhões.
No caso da receita previdenciária, o destaque foi o crescimento real de 8,94% da massa salarial, na comparação com abril de 2022. Em relação ao PIS/Pasep e da Cofins, a arrecadação cresceu devido ao aumento no volume de vendas do varejo brasileiro e do volume de serviços, apesar das desonerações e reduções de alíquotas sobre combustíveis e da diminuição da arrecadação sobre o Pasep.
Por sua vez, os principais resultados positivos em maio vieram dos seguintes tributos:
- Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL): R$ 48,394 bilhões;
- Cofins e PIS/Pasep: 34,894 bilhões;
- Imposto de Renda Retido na Fonte relativos ao Capital (IRRF-Capital): R$ 7,427 bilhões.
No caso da receita previdenciária, a massa salarial cresceu 4,38% em um ano, impulsionando a arrecadação federal de impostos. O aumento das compensações tributárias com débitos na receita previdenciária chegou a 30%, ajudando no resultado mensal.




