Nesta última quarta-feira, dia 25 de janeiro, o Banco Central publicou uma resolução indicando que não irá mais regulamentar os cartões do Auxílio-alimentação. Isto é, um dos benefícios ao qual alguns trabalhadores recebem.
A mudança se iniciará no dia 1º de março, de forma que acabará por facilitar as regras de pagamento para os empregadores.
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Isso ocorre porque, quando a regulamentação destes cartões deixa de ser feita pelo Banco Central, estinguem-se algumas exigências. Dentre elas está, por exemplo, o requerimento de capital, bem como o limite de tarifa de intercâmbio de cartões.
O que muda na prática?
A saída dos cartões de Auxílio-alimentação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) se deu por consequência de lei de 2022 e decreto de 2021. Segundo estas legislações, portanto, há a determinação para se equalizar as condições de prestação do serviço.
Assim, alguns especialistas entendem que uma regulamentação menos rígida proporcionará maior competitividade no mercado. Então, a expectativa é que, assim, surjam novas ofertas, bem como a redução de custos do serviço, o que será benéfico para o empregador.
No que diz respeito ao trabalhador, defensores da medida indicam que a mudança não trará consequências imediatas.
“Essa medida busca dar tratamento isonômico aos serviços de pagamentos destinados à utilização do auxílio alimentação pelo trabalhador, independentemente de ser oferecido por meio de programas como o Programa de Auxílio ao Trabalhador (PAT) ou não”, explicou o Banco Central.
Além disso, a instituição entende que estas alterações poderão criar um ambiente mais equilibrado, com maior competição e eficiência na oferta do Auxílio-alimentação.
Portanto, o Banco Central defende que estas medidas “melhoram as condições para a expansão do universo de empresas que oferecem esse serviço e o desenvolvimento de novos modelos de negócios, beneficiando tanto os estabelecimentos comerciais que aceitam esse meio de pagamento, quanto os trabalhadores”.
Auxílio-alimentação pode se unificar?
Outra mudança que pode acontecer no Auxílio-alimentação é a sua unificação no âmbito do serviço público federal.
Esta proposta vem de uma Sugestão Legislativa, de número 16/2022. Isto é, trata-se de um instrumento de participação popular que passa pelas seguintes etapas:
- Proposta de uma ideia legislativa por cidadão brasileiro.
- Obtenção de mais de 20 mil apoios de outras pessoas.
- Transformação em sugestão legislativa.
- Envio para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) a fim de passar por análise do Senado Federal.
Assim, o cidadão José Roberto de Oliveira Neto, da Bahia, publicou sua ideia no dia 13 de abril de 2022. A proposta é de unificar o valor de Auxílio-alimentação no serviço público federal através do portal E-Cidadania.
De acordo com o autor da proposta, portanto, “as necessidades alimentares dos servidores não se distinguem por classe ou cargo público”. Por esse motivo, o cidadão entende que “na prática, o Governo adota uma política discriminatória para pagamento do auxílio, ocasionando que carreiras recebam o dobro do valor de outras”.
Desse modo, a unificação destes valores proporcionaria maior “respeito e cumprimento do princípio da isonomia”.
Depois de quatro meses, em agosto de 2022, a ideia contava com um total de 24.062 apoios, se transformando em sugestão legislativa.


